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Presidente da Rússia demite chefe de Forças Armadas

Troca na cúpula do Exército russo acontece dias após demissão de ministro da Defesa


Em 09 de novembro, 2012 - 12h12 - Mundo

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, demitiu nesta sexta-feira o chefe das Forças Armadas do país três dias depois de destituir o ministro da Defesa devido a um escândalo de corrupção. O coronel-general Valery Gerasimov vai substituir Nikolai Makarov. Putin também demitiu outros militares importantes para Moscou, informaram agências internacionais sem especificar os cargos.

Gerasimov comandou as tropas russas durante o conflito na Chechênia. Autoridades russas investigam a venda de bens do Ministério da Defesa a preços bem abaixo do mercado. Na terça-feira, Putin demitiu o ministro Anatoly Serdyukov, uma medida que surpreendeu muitos analistas, já que Serdyukov costumava ter forte apoio do presidente.

Serdyukov, que coordenou a reforma militar mais radical da Rússia em décadas com a dispensa de 200 mil soldados, foi sucedido por Sergei Shoigu, ex-ministro de Emergências e fiel aliado do Kremlin.

Ao anunciar o nome do novo chefe das Forças Armadas russas, Putin admitiu que Gerasimov precisará enfrentar relações problemáticas entre o Ministério da Defesa e empresas militares.

- Recentemente, promovemos mudanças no Ministério da Defesa para suprir as mudanças tecnológicas e o surgimento de novos meios de guerra - disse Putin. - Claro, precisamos abraçar novas tecnologias, mas também precisamos de um certo grau de estabilidade.

No mês passado, investigadores revistaram os escritórios da empresa estatal de material militar Oboronservice, em meio a suspeitas de que ela teria vendido equipamentos para companhias comerciais com perdas de US$ 95 milhões. Vários empregados foram presos e pelo menos cinco casos de fraude estão sendo investigados por um comitê federal.

Analistas lembram que o ex-ministro da Defesa havia despertado muitas inimizades entre as Forças Armadas com seu programa de modernização, que incluiu o corte de muitos empregos.

Fonte: O Globo