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15 de abril, 2012 - 19h40 - Belém

Não importa a idade. Em contato com as águas, homens viram meninos




Há quem não viva sem estar em contato com a natureza, de preferência com muita água por perto. É o caso do advogado e professor universitário Michel Viana, de 31 anos. Com ele, aliás, sempre foi assim. Ainda criança, recorda-se, lá estava a água como ponto de diversão. “Eu freqüentava o antigo Iate Clube com meu tio Assis, irmão de minha mãe.”, conta. E foi assim que o menino sentiu as águas subindo até o coração... E ali ficaram. Esse amor também foi cultivado pela vivência de Michel em Salinas, em meio às praias belíssimas daquele balneário. E a felicidade plena do garoto era poder desfrutar de tudo aquilo nos passeios de lancha com o mesmo tio Assis. Assim Michel cresceu apaixonado pelas águas e por lanchas. Tratou logo de ter uma casa à beira do Rio Benfica (no município de Benevides-PA) e um barco para explorar o cenário.



Aí não tem jeito. Numa folguinha que seja ou nos finais de semana livres, o destino de Michel são as águas. A prática já se tornou um vício, diz ele que já teve quatro lanchas e agora espera que a quinta fique pronta logo. “Ao longo de dez anos fui trocando de lanchas e hoje estou aguardando a fabricação do meu novo “brinquedo”. Vai chegar em junho.”, conta o advogado. Mas ele não se diverte somente em Benfica. Gosta de passear pelas águas da região, como nas praias do Caripi, de Mosqueiro e Cotijuba. Fora de Belém, curte Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Diz que esses momentos são inesquecíveis, até porque, na maioria das vezes, tem ao seu lado a família e os amigos. “Nessas horas fico relaxado. Já cansei de sair de lancha apenas para pensar na vida e me esquecer dos problemas do dia a dia.” Recentemente, Michel comemorou o aniversário de um amigo dentro de duas lanchas sobre os rios de Belém. E neste final de semana, o advogado já está em Angra ao lado de outro grupo para curtir aquele paraíso que eu tanto amo.”, declara.


Aos 71 anos, o farmacêutico aposentado Almir Vidueira também vira criança quando reúne água e lancha para se divertir. São muitos anos vivendo esse prazer.[ “Na minha adolescência, meu pai me levava para andar de lancha que ficava a sede náutica do Clube do Remo. Depois nos mudamos para a sede do Iate Clube do Pará em 1952.”, relembra.



Os rios da cidade de Moju, no interior do Pará, também fizeram parte da infância de Almir. Era para lá que ele sempre ia nas férias escolares e ficava no sítio de seu avô. Hoje, como se encerraram em Belém as atividades do Iate Clube, Almir se diverte na aprazível Marina Park, localizada na Av. Bernardo Sayão, em Belém. “É onde, duas vezes por semana, encontro os amigos e de lá saímos para passear de lancha ou Jet-ski.”, diz. Ele conta que gosta tanto desse mundo molhado que também não dispensa visitas às feiras náuticas que ocorrem em Miami (EUA), São Paulo e Rio de Janeiro. Almir já virou figurinha fácil nesses eventos e sempre adquire algo novo para incrementar seus passeios. “Compro acessórios e peças e minha filha que mora em Atlanta (EUA), também sempre me envia algo.”



Almir descreve a sensação de passear nas águas como uma grande satisfação, e espera alcançar outro sonho. “Sinto-me muito feliz quando estou em contato com rios e mares. E meu grande sonho é poder viajar em um veleiro.” Mas enquanto o veleiro não vem, Almir desfruta mesmo de sua lancha, e relembra grandes momentos vividos com ela a caminho de Parintins (AM). “Fui navegando até lá em 1992 para passar quinze dias na Festa do Boi de Parintins. A viagem durou 22 horas somente para ir.”, conta o aposentado. O próximo encontro com as águas será em maio, segundo Almir. “Vou de lancha para Muaná onde haverá o Festival de Camarão, no final do mês que vem. Lá também tem rio e praia.”, fala ele já imaginando os locais exatos para se divertir.



O engenheiro mecânico aeronáutico André Reis Monteiro, 29, é fã dos esportes radicais e nesse meio, conta, não faltam os que são praticados na água. “Essa paixão começou em 1994, quando eu tinha 12 anos, por influência de meus familiares e colegas, quando íamos nos divertir em um sitio imenso ao lado do Grêmio Literário Português, na Rodovia Augusto Montenegro.”, relembra. André é daqueles que gostam de terra, água e ar, mas, como aqui o assunto é água, saiba que para se divertir pelos rios da região ele já tem um jet ski, uma lancha e uma moto quadriciclo capaz de atravessar pântanos, lagoas e cursos d’água. Para garantir o hobby, André faz parte do Clube de Esportes Aero&Nauticos, localizado na ilha de Outeiro (Região   Metropolitana de Belém) e é lá que ele sempre aproveita para divertir.



“Na verdade, vou lá quando tenho um tempinho, não importa se é durante a semana ou nos finais de semana. Porém, ultimamente, tenho ido às sextas- feiras e volto no domingo.”, conta. E para essas aventuras, ele teve a sorte de encontrar na esposa a companheira ideal, já que não é todo mundo que gosta de adrenalina. “Ela é uma pessoa muito especial que também adora esse hobby. Antes de nos conhecermos, ela já praticava esses esportes e até hoje recebo incentivo dela.”


Segundo André, não há como descrever a sensação de estar em contato tão próximo com a natureza, mesmo assim, parece que a inspiração aparece só dele se lembrar dos momentos que vive quando fica em contato com a água. “Navegar nos rios é andar nos caminhos do coração da mãe natureza. Todo passeio é inesquecível, nenhum é igual ao outro, sempre existem coisa novas no caminho.”, define.

 


Fonte: Troppo




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