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Chineses investem no mercado paraense


Em 10 de abril, 2012 - 11h11 - Negócios



Chineses investem no mercado paraense


O aquecimento da economia brasileira e os atrativos competitivos do mercado local têm chamado a atenção de investidores do mundo todo. Os diretores e principais gestores da chinesa QQRS (QIQIHAR RAILWAY ROLLING STOCK Co. LTD) estão em Belém para estreitar parcerias com o mercado paraense.


Na tarde desta segunda feira (9), o presidente da QQRS, Wei Yan, com outros cinco executivos da empresa, juntamente com o diretor da Oyamota, Roberto Kataoka, estiveram reunidos com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Incentivo a Produção, Sidney Rosa, para apresentar a parceria entre a QQRS e a Oyamota ao governo do Pará.



A QQRS é líder em produção de vagões e produtos ferroviários na China e também considerada uma das maiores do mundo no setor. Desde 2009, a QQRS tem contato com o mercado local através da Oyamota, empresa castanhalense especializada em montagem e manutenção mecânica e produtos para mineração e biocombustíveis.


Os chineses afirmaram que a QQRS tem, entre os seus objetivos estratégicos, expandir suas operações pelo mundo. A parceria com a Oyamota é o primeiro passo para sua entrada no mercado brasileiro. 'Estivemos hoje conhecendo as instalações industriais da Oyamota e nos impressionamos positivamente com a qualidade da empresa. Estamos motivados a crescer no mercado brasileiro através dela', considerou o presidente da QQRS, Wei Yan.

 
Sidney Rosa afirmou que a parceria está acontecendo no momento certo. O Pará, que em breve produzirá placas de aço, possui a Oyamota com conhecimento tecnológico para a produção dos vagões e tem demanda para o produto com a construção das ferrovias que ligam Açailândia a Barcarena e Tomé Açu ao futuro Porto Espadarte. 'Para fortalecer o negócio de vagões no Pará, no próximo mês, o governador estará em Pequim apoiando a aliança entre a QQRS e o grupo Oyamota', completou o secretário da SEDIP.


'Produzir vagões no Pará é interessante para a região Norte, pois temos várias empresas mineradoras que necessitam do transporte ferroviário para aumentar sua competitividade, além disso, há empresas desse segmento na América Latina que demandam vagões e nossa posição logística é um diferencial competitivo' afirmou Roberto Kataoka, diretor da Oyamota.