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Desmatamento cresceu na Amazônia, aponta pesquisa


Em 06 de abril, 2012 - 08h08 - Amazônia

 

O desmatamento na Amazônia aumentou no começo deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com os alertas verificados pelo Deter, o sistema de detecção de desmatamento em tempo real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados reunidos nos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano somam 388,13 km² de desmatamento e degradação na região. No primeiro trimestre de 2011, a soma da área desmatada era de 152,88 km², menos da metade do que foi verificado este ano. O número representa o total de alertas verificados pelo sistema. Entre os Estados que mais desmataram, Mato Grosso e Pará.

 

A época de chuvas na Amazônia torna mais difícil a observação por satélites devido à intensidade de nuvens que cobrem a região, afirma o Instituto. Em outubro de 2011, apenas 17% da região ficou coberta por nuvens, o que possibilitou melhor monitoramento. O Inpe divulga os resultados agrupados por bimestre, embora o sistema mantenha durante todo o período sua operação regular e o envio dos dados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela fiscalização. Os dados do mês de março foram divulgados agrupados ao primeiro bimestre por pedido do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

 

O Deter é um serviço de alerta de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal que possui um banco de dados desde agosto de 2003. Os alertas do sistema orientam a fiscalização e garante ações eficazes de controle da derrubada da floresta. Em janeiro deste ano, 85% da região estava coberta por nuvens, impedindo a observação pelo Deter. Em fevereiro e março, 57% e 55% da área da Amazônia ficou encoberta, respectivamente. Mesmo assim, todos os números são essenciais para os institutos que controlam a situação na região. Todos os relatórios com dados do sistema Deter possuem divisões dos dados não apenas por Estado, mas também pelos municípios que mais desmataram e degradaram a floresta. Essas informações podem ser acessadas em www.obt.inpe.br/deter.

 

Fonte: Jornal Amazônia