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Bovespa sobe 0,99%, para maior nível desde 24 de janeiro


Em 01 de abril, 2011 - 18h06 - Economia

 

Depois de romper ontem os 68 mil pontos, o Ibovespa hoje foi além ao fechar acima dos 69 mil, graças ao ingresso de recursos estrangeiros. O resultado acompanhou o bom humor externo, depois que o relatório do mercado de trabalho norte-americano superou as expectativas no mês de março. Aqui, a Bovespa só não avançou mais por causa do desempenho da Vale.

 


O Ibovespa terminou a sexta-feira em alta de 0,99%, aos 69 268,29 pontos, maior nível desde 24 de janeiro (69.426,57 pontos). Na mínima, registrou 68.588 pontos (estável) e, na máxima, os 69.387 pontos (+1,17%). Na semana, o índice acumulou ganho de 2,21%, mas, no ano, tem perda de 0,05%. O giro financeiro totalizou R$ 6,791 bilhões.

 


Segundo operadores, o cenário continua o mesmo para o mercado doméstico, mas o ingresso de dinheiro estrangeiro fez a diferença na sessão. Essas entradas já haviam sido registradas ontem, mas voltaram hoje com mais vigor. Ainda é cedo, entretanto, para saber se é um movimento pontual ou será uma trajetória firme.

 


O Departamento de Trabalho norte-americano anunciou hoje a criação de 216 mil vagas em março e queda da taxa de desemprego para 8,8%. As previsões eram 195 mil vagas e estabilidade para a taxa. As bolsas norte-americanas e europeias, assim, subiram, também incentivadas pela recuperação da atividade industrial da China (PMI) e do resultado dos testes de estresse nos bancos irlandeses. O Dow Jones subiu 0,46%, aos 12.376,72 pontos, o S&P avançou 0,50%, aos 1.332,41 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,31%, aos 2.789,60 pontos.

 


No Brasil, as ações da Vale continuaram a 'pesar' sobre o índice, diante do noticiário que mostra interferência política sobre a empresa. Hoje, saiu uma notícia de que o governo estuda taxar as exportações de minério de ferro e desonerar o aço, de modo a elevar o as vendas de produtos de maior valor e incentivar a mineradora a investir em siderúrgicas.

 


Ontem à noite, a mineradora deu início formalmente ao processo de sucessão de seu diretor-presidente, Roger Agnelli, ao anunciar a contratação de uma empresa de seleção de executivos (headhunter) para selecionar um substituto para o cargo. Vale ON caiu 0,64% e a PNA, 0,55%. Petrobras, por outro lado, subiu 1,44% na ON e 0,81% na PN. Na Nymex, o contrato do petróleo para maio subiu 1,14%, a US$ 107,94.

 


Câmbio - O mercado de câmbio doméstico voltou a apostar forte na valorização do real nesta primeira sessão de abril. Por isso, o dólar à vista escorregou para o menor valor desde 21 de agosto de 2008, quando terminou em R$ 1,610. Hoje, o dólar no balcão encerrou com forte baixa de 1,10%, cotado a R$ 1,6120, após recuar à tarde até a mínima de R$ 1,610 (-1,23%). Na BM&F, o dólar pronto terminou em baixa de 1,21%, e na mínima do dia, de R$ 1,6112. ÀS 16h04, o giro total à vista somava cerca de US$ 3,130 bilhões, sendo US$ 2,080 bilhões em D+2.

 


No mercado futuro às 16h45, o dólar maio de 2011 estava em baixa de 1,16%, a R$ 1,6225, após tocar uma mínima de R$ 1,6190. Este vencimento movimentou US$ 20,430 bilhões até 16h20, praticamente o mesmo volume registrado ontem (US$ 20,544 bilhões), dia de formação da taxa Ptax de fim de mês quando o giro costuma ser mais forte que o habitual.

 


ÀS 16h51, o euro subia a US$ 1,4227, de US$ 1,4155 no fim da tarde de ontem.

 


Juros - Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 marcava 12,15%, de 12,11% no ajuste, com volume de 425.905 contratos. O DI janeiro de 2017 (19.120 contratos) indicava 12,70% (mínima), de 12,82% no ajuste. O DI janeiro de 2013 (290 190 contratos) situava-se em 12,64%, de 12,68% ontem.