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Começa a tramitar no STF pedido de inquérito para investigar deputada


Em 10 de março, 2011 - 18h06 - Política

 

Começou a tramitar nesta quinta (10) no Supremo Tribunal Federal pedido de inquérito com a finalidade de investigar a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF). O pedido foi formulado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

A deputada aparece ao lado do marido, Manoel Neto, em um vídeo no qual o casal recebe um pacote de dinheiro das mãos de Durval Barbosa, pivô do escândalo de corrupção que ficou conhecido como mensalão do DEM de Brasília.

[A primeira versão desta reportagem informava que o Supremo havia aberto inquérito para investigar a deputada. Segundo a assessoria do STF, embora já apareça como tal no site do tribunal (com o número 3113), o inquérito só poderá ser considerado oficialmente aberto depois que o relator designado, o ministro Joaquim Barbosa, examinar o caso.]


A assessoria da família Roriz informou ao G1 que a deputada não vai se manifestar sobre o pedido de inquérito porque não sabe qual é a acusação que pesa contra ela.

No pedido de inquérito, Gurgel já faz duas solicitações ao ministro Joaquim Barbosa. Segundo a assessoria da PGR, o procurador-geral da República pediu autorização para que a Polícia Federal realize a perícia no vídeo e tome o depoimento de Jaqueline. Barbosa ainda não se pronunciou sobre os pedidos de Gurgel.

O registro do inquérito no site do Supremo traz apenas as iniciais da deputada. Desde o ano passado, o Supremo omite o nome completo para preservar os investigados. O ministro Joaquim Barbosa vai analisar as evidências reunidas no caso para só então elaborar seu parecer.

Mensalão do DEM
O chamado "mensalão do DEM" envolveu pagamento de propina a deputados da base aliada, empresários e integrantes do governo do Distrito Federal. O suposto esquema de corrupção foi desvendado pela Polícia Federal, em novembro de 2009, a partir da operação Caixa de Pandora

 

A investigação levou à prisão e à cassação, no ano passado, do então governador José Roberto Arruda (atualmente sem partido; na época no DEM). O vice de Arruda, Paulo Octávio (sem partido, ex-DEM), assumiu o governo depois que o então governador pediu afastamento, mas renunciou para defender-se das acusações. Ambos sempre negaram envolvimento com o suposto esquema.

No ano passado, por conta da crise política, o Distrito Federal esteve ameaçado, durante meses, de intervenção federal. Após a renúncia de Paulo Octávio, em fevereiro de 2010, o então presidente da Câmara Distrital, Wilson Lima (PR), assumiu o governo.

 

Lima deixou o cargo depois que a Câmara elegeu para governador o então deputado distrital Rogério Rosso (PMDB). Ele concluiu o mandato iniciado por Arruda e permaneceu até a eleição de outubro, cujo ganhador foi Agnelo Queiroz (PT), atual governador.

 

Fonte: G1