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Jaqueline Roriz anuncia saída da comissão de reforma política


Em 09 de março, 2011 - 17h05 - Política

 

A deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada em um vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM de Brasília, entregou nesta quarta-feira (9) um pedido oficial para deixar a comissão especial da reforma política da Câmara dos Deputados. Jaqueline foi indicada pelo PMN para o cargo.


'Aprendi que os interesses da sociedade, de um grupo político, devem prevalecer acima de qualquer interesse individual ou vontade pessoal e, neste contexto, solicito a minha substituição na Comissão Especial representando o PMN', disse a deputada, por meio de nota oficial. A nota foi encaminhada à secretária-geral do PMN, Telma Ribeiro dos Santos.


No texto, a deputada critica o modelo político no Brasil. 'A reforma política é necessária e essencial para o avanço da democracia no Brasil, para o seu aperfeiçoamento e para toda a classe política. O atual modelo é falho e precisa ser revisto com a maior brevidade possível', disse a deputada.


A deputada, contudo, não fez nenhuma referência ao vídeo em que apareceu recebendo dinheiro do delator do suposto esquema de corrupção. O assessor da família Roriz, Paulo Fona, disse que a deputada não irá se manifestar sobre o vídeo.


Na manhã desta quarta, a direção do PMN divulgou nota afirmando que aguardará o 'o desenrolar dos acontecimentos 'sobre o caso Jaqueline Roriz'. O partido disse lamentar que Jaqueline Roriz 'tenha tenha se deixado envolver ingênua e desnecessariamente numa prática nefasta, própria de agentes políticos de pequena expressão, com tibieza ética, moral e intelectual, sem horizontes e carreira curta'.


Ainda nesta quarta, a assessoria do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou que ele pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para apurar o caso. Segundo a assessoria de Gurgel, o procurador-geral deve solicitar nos próximos dias a abertura de inquérito contra a deputada, que tem foro privilegiado e só pode ser investigada com autorização do STF.


Fonte: G1