Mais Acessadas

Lula recusa despedidas em evento com catadores em São Paulo


Em 24 de dezembro, 2010 - 07h07 - Política

 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quinta-feira (23) de uma cerimônia de Natal com catadores de papel, em São Paulo (SP) e regulamentou medidas para os trabalhadores do setor.

 


Lula chegou ao evento com uma chave na mão e chamou a presidente eleita, Dilma Rousseff, para ver funcionando um caminhão que faz parte do programa de logística solidária que prevê a entrega de caminhões a cooperativas de catadores de recicláveis.

 


Os líderes do setor são velhos conhecidos do presidente. As associações e cooperativas calculam em 800 mil o número de catadores no país, sendo que 60 % deles ainda coletam nos lixões, estando entre os brasileiros que vivem e trabalham de maneira mais precária.

 

Ao longo de seus oito anos de governo o presidente Lula esteve com os catadores todo dia 23 de dezembro em celebrações de Natal. No evento desta quinta, entre homenagens e músicas, foram firmados convênios e termos de cooperação nas áreas de financiamento, tecnologia, assistência médica e jurídica aos catadores e moradores de rua.

 


O presidente assinou também a regulamentação da política nacional de resíduos sólidos que, entre outras medidas, determina o fim dos lixões, o reaproveitamento dos recicláveis e a criação de aterros sanitários.

 


Ao agradecer, representantes dos moradores de rua e dos catadores emocionaram Lula, que chorou várias vezes. Quando pegou o microfone, Lula pediu uma oração para o vice-presidente José Alencar e fez um discurso em que recusou despedidas.

 


'Estou apenas deixando a Presidência da República, mas, se Deus quiser, e vocês me convidarem, o Natal do ano que vem eu estarei aqui com vocês outra vez', afirmou Lula.

 


Ele prometeu manter o apoio aos catadores mesmo fora do cargo. 'Catar papel não pode mais ser vergonha, é orgulho de levar pra casa o sustento com o trabalho'.

 


Emprego - Trabalho, emprego e carteira assinada. Essas eram mais que palavras no discurso de posse do operário que virou presidente em 1º de janeiro de 2003. "Já disse e repito: criar empregos será a minha obsessão."

 


Foram muitas as vezes em que Lula defendeu que o emprego fosse prioridade, como em dezembro de 2004. "Vamos investir todos os centavos possíveis em coisas produtivas, em coisas que possam gerar empregos, em coisas que possam gerar distribuição de renda, salário e poder de compra do povo brasileiro."


Em discurso inflamado, Lula recusou a idéia de economizar construindo fora do país plataformas de petróleo que poderiam ser feitas aqui. 'O que é US$ 30 milhões para a Petrobras? Não vale 10% da alegria que está gerando neste país com a quantidade de salário, com a quantidade de empregos indiretos, com a quantidade de imposto'.

 


Com o fortalecimento do mercado interno e a economia favorável foram criados, em oito anos, mais quinze milhões de postos de trabalho, mais de 1,8 milhões por ano, um recorde histórico.

 

Fonte:G1