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No Twitter, Ronaldo e Jô ironizam reajuste de salário dos parlamentares


Em 16 de dezembro, 2010 - 23h11 - Política

 

O reajuste de salário dos parlamentares, aprovado nesta quarta-feira (15) pelo plenário do Senado Federal foi criticado pelo jogador de futebol Ronaldo Nazário. Nesta quinta-feira (16), por meio de sua página no Twitter, Ronaldo classificou o reajuste como um “presente de Natal”.

 

Com a mudança, os deputados e senadores terão um reajuste de 61,8%, uma vez que recebem atualmente R$ 16,5 mil. O salário a partir do próximo ano será de R$ 26,7 mil.

 

“Alguém aqui recebeu 62% de reajuste como presente de Natal”?, questionou o jogador.

 

No caso do presidente da República e do vice, o reajuste será de 133,9%. Atualmente, o presidente recebe R$ 11,4 mil. O aumento dos ministros será maior ainda - eles ganham atualmente R$ 10,7 mil. Por meio do Twitter, o apresentador de TV Jô Soares demonstrou sua indignação em postagens feitas na noite desta quinta.

 

“A votação para aumento de salário dos deputados, devia ser feita pelo povo brasileiro e não por eles mesmos. Assim eles já estariam devendo”, escreveu Jô.

 

Para o apresentador, os parlamentares não deveriam receber remuneração.

 

“Os aposentados fazem mais do que os deputados e ganham um salário mínimo! Os deputados deveriam ganhar por aquilo que fazem, ou seja, nada”, escreveu.

 

Validade - Por se tratar de decreto legislativo, a proposta não precisa passar pela Presidência da República e entra em vigor assim que for publicada.

 

A tramitação ocorreu rapidamente. Na manhã de quarta, a Mesa Diretora da Câmara encaminhou a proposta ao plenário sem que o tema fosse tratado em reunião do colegiado.

 

No plenário da Câmara, a proposta ganhou regime de urgência com 279 votos a favor, 35 contra e 5 abstenções. A aprovação do mérito foi simbólica na Câmara, e o projeto ficou pronto para ir ao Senado.

 

Cerca de duas horas após a Câmara votar a matéria, o projeto já estava na pauta do Senado. Apenas os senadores Marina Silva (PV-AC), Álvaro Dias (PSDB-PR) e José Nery (PSOL-PA) se manifestaram contra a proposta, que foi aprovada de maneira simbólica.

 

Fonte: G1