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Corpos de paraenses devem chegar da Holanda na terça-feira


Em 22 de maio, 2010 - 11h11 - Polícia



Devem chegar na madrugada de terça-feira (25), no Aeroporto Internacional de Belém, os corpos dos três paraenses assassinados na cidade holandesa de Enschede. O embarque dos corpos de Adriana Corrêa Barros, de 36 anos, Carolina Corrêa Marques, de 18, e Sávio Barros da Silva, de 10, acontecerá na segunda-feira. As informações são do advogado Paulo Hermes, porta-voz da família das vítimas.

Segundo ele, a previsão é que os corpos cheguem à capital paraense por volta das duas horas da manhã. Eles foram mortos na noite do último dia 13. O advogado, que está dando assistência à família de forma voluntária, acrescentou que também já está marcada a data em que ele, a mãe das vítimas e avó da criança, Terezinha Barros, e mais um filho desta embarcarão para a Holanda. A viagem vai ocorrer no dia 15 de junho. O objetivo é saber detalhes das circunstâncias das mortes e como está o andamento das investigações. Paulo Hermes disse que os governos do Pará e da cidade onde ocorreram os assassinatos arcaram com as despesas das passagens aéreas - ida e volta.

Mas eles precisam de dinheiro para os dias em que vão permanecer naquela cidade. O advogado também agradeceu a ajuda que a família está recebendo da ONG Casa Brasil Holanda e do Consulado do Brasil na Holanda. Paulo Hermes pretende, ainda, contar com a ajuda de empresários do Pará, para ajudar a família das vítimas nessas despesas.

Segundo a jornalista Clivia Caracciolo, da Casa Brasil-Holanda, o cônsul do Brasil em Roterdã, Manoel Gomes Pereira, informou que os corpos de Adriana, Carolina e Sávio foram liberados pelas autoridades policiais holandesas para o traslado. As autoridades holandesas continuam investigando como o crime foi cometido. Segundo a polícia da província de Overijssel, o principal suspeito continua sendo o ex-companheiro de Adriana, o italiano Christian Daga, de 33 anos. Adriana participava da festa de seu filho, Sávio, juntamente com a irmã Carolina, que os visitava, e outros quatro convidados, quando Daga, ainda segundo essas informações, invadiu o apartamento da brasileira.

De acordo com a família de Adriana, ela estava separada do italiano há três anos e já tinha feito várias queixas na Polícia contra Daga, que chegou a ficar preso por dois dias no início do mês. Na noite do crime, ainda conforme as informações disponíveis, a Polícia da província de Overijssel foi acionada por volta das 23h, mas chegou ao apartamento de Adriana momentos antes de o italiano atirar contra os três brasileiros. Ele se matou em seguida.

Adriana, que fazia um curso profissionalizante, morava na Holanda desde 2003, onde conheceu Christian Daga. Na ocasião, havia deixado o filho, Sávio, com o pai, no Brasil, mas levou o menino para a Holanda em 2006. Adriana e o filho eram naturalizados holandeses. Segundo amigos próximos, Sávio se integrou rapidamente à sociedade holandesa e em todas as férias escolares Adriana o trazia para visitar a família, em Belém.

Fonte: O Liberal