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Assaltantes matam universitário a tiros

UFPA decreta três dias de luto pela morte do rapaz


Em 20 de maio, 2010 - 07h07 - Polícia



Um universitário foi morto por bandidos ontem à noite, no bairro da Cidade Velha, em Belém. O presidente do Centro Acadêmico de Odontologia da Universidade Federal do Pará (UFPA) Roberto Ribeiro Lobato, de 22 anos, saiu de sua residência e dirigia-se ao ponto de ônibus quando foi abordado por dois desconhecidos, por volta das 19h30. A UFPA decretou três dias de luto pela morte do rapaz. O corpo está sendo velado na igreja dos Capuchinhos.

 

O crime ocorreu na avenida Bernardo Sayão, próximo à rua Veiga Cabral. Roberto ia pegar um ônibus para a UFPA. Até às 21h30 de ontem nenhum suspeito tinha sido preso pela polícia, que continuava fazendo diligências no bairro atrás dos criminosos.

 

As circunstâncias do crime ainda não tinham sido exatamente esclarecidas ontem à noite. Ainda não se tinha certeza, por exemplo, se eram dois os acusados do crime. Surgiu a informação de que seriam três. 'Ainda não sabemos se eles estavam a pé ou de bicicleta', disse o tenente Barra, da 6ª Zona de Policiamento. Segundo um parente da vítima, que preferiu não se identificar, Roberto é de Abaetetuba e veio cursar universidade em Belém. Ele morava com irmãs nas proximidades de onde ocorreu o crime, na vla Martins, que tem acesso pela avenida Bernardo Sayão.

 

De acordo com informações repassadas à polícia e que ainda serão investigadas, o universitário teria se recusado a entregar aos bandidos uma mochila que levava. Um dos acusados então efetuou os disparos. Segundo um dos policiais que estava no local do crime, o rapaz foi atingido por dois tiros no tórax - um deles do lado esquerdo do peito. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) ainda esteve no local, mas não houve tempo de socorrer a vítima.

 

Após balearem o universitário, os bandidos fugiram sem levar nenhum pertence. 'Eles mataram de maldade. Tiraram a vida de um inocente e não temos a quem recorrer. O Roberto vivia pra estudar, não saía de casa. Só ia para a universidade e era o orgulho da família', disse o familiar.

 

O crime investigado pela Seccional Urbana do Comércio.


Fonte: Jornal Amazônia