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Araguaia: Servidores da saúde continuam em greve


Por: Redao online com informaes do reprter Vitor Haor Em 13 de novembro, 2008 - 10h10 - Saúde

Atualizada às 11h30

Servidores da saúde do município de Santana do Araguaia, sudeste paraense, entram no segundo dia de greve, nesta quinta-feira(13). Eles reclamam que estão com três meses de salários atrasados e da demissão de 150 servidores municipais, ocorrida este mês. Um grupo de manifestantes continua acampado em frente à sede da Prefeitura municipal, mas hoje o hospital voltou a funcionar precariamente.

Uma reunião com o prefeito do município, Marisvaldo Campos, ocorrida na tarde da quarta-feira(12), garantiu a rebaertura do hospital, mesmo que precariamente. No encontro teria ficado acertado que a Prefeitura iria pagar dois meses atrasados - agosto e setembro - até o dia 20 de novembro.

Com isso, uma parte dos manifestantes resolveu reabrir a unidade de saúde, a única da cidade. Apenas os atendimentos de urgência estão sendo realizados. Por se tratar de um municípío pequeno, o lugar atende entre 30 e 40 pacientes por dia.

Mas a maioria dos manifestantes ainda está acampado na porta da Prefeitura do município. Eles dizem que só deixam o local, quando o pagamento for efetuado. Ontem, eles chegaram a tentar invadir o prédio, incluive tentando fechá-lo com cadeado, mas foram convencidos pelo prefeito a negociar.

Hoje de manhã houve um princípio de tumulto na porta da Prefeitura. 'Servidores bateram boca com o prefeito e foi preciso chamar a polícia para evitar agressões físicas', disse o Secretário Legislativo, Salim Carvalho.

Policiais Militares e Federais foram deslocados para a Prefeitura para possibilitar que o orgão voltasse a funcionar normalmente. 'Os cadeados que foram colocados nas portas foram retirados pela polícia e a Prefeitura voltou a funcionar, mas a polícia continua de prontidão', explica o Secretário Legislativo.

De acordo com a Câmara Municipal, não houve nenhum acordo formal entre a Prefeitura e os servidores da saúde, apenas a promessa do prefeito, que se comprometeu em realizar o pagamento dos salários. 'Houve uma reunião com o sindicato na Câmara, mas nenhum representante da Prefeitura esteve presente, talvez por isso, os manifestantes mantém a greve', disse Salim.

Os servidores reclamam que não receberam os salários dos meses de agosto, setembro e outubro e da demissão de 150 servidores municipais. Segundo eles, a maioria das demissões foi de servidores da saúde, principalmente dos que trabalham em unidades na zona rural.