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Itália ganha da França nos pênaltis e é tetracampeã


Por: Fonte: Globo Online Em 18 de dezembro, 2007 - 11h11 - Rainhas

A Itália é tetracampeã do mundo, após vencer a segunda Copa decidida nos pênaltis em toda a História. Após empate em 1 a 1 no tempo normal e de uma prorrogação sem gols, os italianos fizeram  5 a 3 na cobrança de penalidades e chegaram ao bi ou tetra campeonato. O herói do título é Fabio Grosso, que bateu o último pênalti. O francês Trezeguet foi o único a desperdiçar sua cobrança.

A partida marcou o encerramento da carreira de Zinedine Zidane. Até então o principal candidato a craque da Copa 2006, de quem se esperava as melhores jogadas na final entre França e Itália, ele acabou manchando com uma agressão a Materazzi sua despedida do futebol. Após discussão entre os dois, o francês acertou uma cabeçada no peito do italiano. Alertado pelo auxiliar, o árbitro Horácio Elizondo expulsou Zidane aos 5 minutos do segundo tempo da prorrogação.

Quando só jogou bola, Zidane foi um dos nomes do jogo. Cobrou um pênalti no início do jogo com classe, ousadia e boa dose de sorte, à la Djalminha, dando um toque fraco no meio do gol enquanto o goleiro Buffon se atirava no canto direito.A bola bateu no travessão e caiu um pouco depois da linha, sem encostar na rede, dando um susto na torcida francesa. Foi de Zidane também a jogada mais bonita da partida: ele se livrou de dois italianos, tocou na direita e correu para a área. A cabeçada obrigou Buffon a uma defesa espetacular.

Jogo - A partida foi uma espécie de síntese do que se viu ao longo de todo o Mundial: a defesa prevalecendo sobre o ataque, poucos lances de emoção e nenhuma ousadia dos times. Em suma, um jogo morno, apesar da importância do confronto entre Itália e França. De diferente, a final da Copa teve os cinco minutos iniciais, os mais surpreendentes e emocionantes do torneio. Aconteceu um pouco de tudo, do nocaute de Henry, que apagou após trombada com Cannavaro, ao pênalti do italiano Materazzi no francês Malouda, convertido por Zidane.

O gol francês, assim tão cedo, poderia ter desnorteado a Itália. Mas não foi o que aconteceu. A Azzurra empatou aos 19 minutos, em cobrança de escanteio de Pirlo que o zagueirão Materazzi, de 1,93 m, aproveitou para marcar de cabeça, vencendo Viera no alto.

Com o 1 a 1 no placar, o que se viu a seguir foi um jogo equilibrado, mas ainda de muito estudo. Os dois goleiros, Buffon e Barthez, nada fizeram de importante. No primeiro tempo, apenas um grande lance de perigo: em outro escanteio cobrado por Pirlo, o atacante Luca Toni cabeceou a bola no travessão.

A França voltou melhor do intervalo. Logo no começo, Henry chegou com perigo duas vezes na área italiana. O atacante francês estava animado: pouco depois, driblou Cannavaro e chutou para a defesa de Buffon. Os franceses ainda reclamaram um pênalti de Zambrotta em Malouda, que o juiz ignorou. E ficaram sem uns dos seus principais destaques no Mundial: o volante Vieira, substituído devido a uma contusão no músculo da coxa.

Aos 16, já sem o astro Totti, que praticamente não apareceu no jogo e foi substituído um minuto antes, a Itália marcou um gol, bem anulado pelo árbitro argentino Horácio Elizondo: Luca Toni cabeceou em impedimento.