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Alemanha e Itália repetem semifinal de 1970


Por: Fonte: Globo Online Em 18 de dezembro, 2007 - 11h11 - Rainhas

Do lado branco, tradição. E três títulos mundiais (1954, 1974 e 1990). Do lado azul, tradição. E outros três títulos mundiais (1934, 1938 e 1982). Alemanha e Itália fazem nesta terça-feira, no Westfalenstadion, às 16h (de Brasília), uma das semifinais da Copa 2006 seis estão pendurados com cartão amarelo. A partida é talvez uma das mais esperadas deste Mundial, cercada de enorme rivalidade e muita história.

A rivalidade aumentou ainda mais com o episódio envolvendo o meia alemão Frings. Separado pelo treinador Jurgen Klinsman para a missão especial de anular o perigoso Totti, ele não vai poder jogar. Frings foi suspenso por um jogo graças à imagem de uma agressão a um jogador argentino exibida por uma emissora de TV italiana. Parte da mídia alemã entendeu que tratava-se de uma estratégia dos italianos para tirar de campo um dos principais jogadores da Alemanha.

Na guerra das estatísticas, a vantagem é da Itália, que jamais perdeu para o rival. Em quatro jogos em Copas, são duas vitórias da Azzurra e dois empates. Os triunfos italianos são inesquecíveis: 3 a1 na decisão do Mundial de 82 e 4 a 3 na semifinal de 70, jogo considerado por muita gente o mais sensacional de todos os tempos.

Estatísticas - Número por número, a Alemanha também apresenta os seus. De 14 partidas disputadas no está de Dortmund, onde será a semifinal, os alemães ganharam 13 e empataram uma. Palco melhor para conquistar uma vaga à final não existe para os alemães. 'Estamos acostumados e brigar com os donos da casa. Não nos sentiremos sozinhos em Dortmund porque jogaremos respaldados por milhões de italianos', disse o técnico Marcello Lippi, para citar em seguida os exemplos das Copas de 1998, na França, e 2002, na Coréia do Sul, e da Eurocopa de 2000, na Holanda (única das três oportunidades em que a Azzurra venceu os anfitriões).

Itália e Alemanha também impressionam nos dados desta Copa em particular. A defesa italiana, nas cinco partidas que disputou em território alemão, sofreu apenas um gol (no empate em 1 a1 com os Estados Unidos). Mesmo assim, contra, numa falha grotesca do zagueiro Zaccardo, que chutou para trás, contra a meta do goleiro Buffon. E é da Itália o placar mais largo da fase de quartas-de-final: 3 a 0 sobre a Ucrânia, numa classificação mais do que tranqüila.

E a Alemanha? Jogando sempre com estádio lotado e uma média de 80 mil pessoas incentivando a seleção, os donos da casa têm mostrado um futebol ofensivo, ousado. Klinsmann, um técnico contestado até o início da Copa (muito em função da goleada por 4 a 1 sofrida diante da própria Itália, num amistoso), hoje desfruta de alto índice de aprovação com a torcida. Está confiante e contagiou o time. A  Alemanha joga na base da empolgação. Mas não é só. Tem bons jogadores, que já deram uma demonstração de força quando saíram atrás no placar contra a Argentina.

'Vencemos um dos grandes times para chegar à semifinal e jogar em Dortmund aumenta a esperança de que venceremos', afirmou Ballack, um dos principais nomes do elenco alemão.

A Alemanha tem ainda Klose, artilheiro da Copa, com 5 gols, e em grande fase. Um teste com T maiúsculo para a zaga italiana, a de melhor rendimento nesta Copa. Duelo de titãs. Quem perder fica com o consolo de ter feito uma bela participação no Mundial. Quem sair vivo segue adiante com o mais valioso dos prêmios: manter aceso o sonho do tetracampeonato, que poderá ser conquistado no domingo que vem, em Berlim.

Alemanha x Itália
Data: 4/7/2006 (terça-feira)
Horário: 16h (de Brasília)
Local: Westfalenstadion (Dortmund)
Árbitro: Benito Archundia (México), auxiliado por José Ramirez (México) e Hector Vergara (Canadá)
Alemanha: Lehmann; Friedrich, Metzelder, Mertesacker, Lahm; Schneider, Ballack, Kehl, Schweinsteiger; Klose e Podolski. Técnico: Jurgen Klinsmann
Itália: Buffon; Zambrotta, Materazzi, Cannavaro, Grosso; Camoranesi, Gatusso, Pirlo, Perrota; Totti e Toni. Técnico: Marcello Lippi