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Gana possui bom ataque, mas peca no posicionamento


Por: Fonte: Globo Online Em 18 de dezembro, 2007 - 11h11 - Rainhas

Gana realmente joga com a vontade que o nome do país sugere. Na vitória por 2 a 1 sobre os Estados Unidos na quinta-feira (22), em Nuremberg, que garantiu a histórica classificação para as oitavas-de-final, a seleção africana lutou muito para ficar em vantagem no placar. Mas é aí que começa o problema dos estreantes em Copas do Mundo e adversários do Brasil na próxima terça-feira (27), às 12h, em Dortmund.

Basta chegar ao objetivo que os ganeses simplesmente se desligam da partida. Contra os americanos, cederam o empate que ainda lhes garantiria a vaga e só retomaram a dianteira graças a um pênalti mal marcado pelo árbitro alemão Markus Merk. Porém, enquanto não sofre com o apagão, é uma equipe difícil de ser batida em campo.

O time do técnico Ratomir Dujkovic tem força física, velocidade e conjunto. Atua em bloco, atacando e defendendo sempre com um número considerável de jogadores. No recuo, somente Amoah e Pimpong ficam à espera de uma sobra na frente. O restante pressiona o adversário até tomar-lhe a bola. Assim saiu o primeiro gol, com Dramam.

Na recomposição, a defesa chega a ficar com uma linha de cinco jogadores. Além dos laterais Pantsil e Shilla e os zagueiros Mensah e Mohammed, Boateng ajuda, por vezes sendo até um líbero. Porém, quando sua atenção dispersa, o contra-ataque pode se tornar uma arma mortal, desde que o adversário tenha atacantes velozes e que toquem rapidamente a bola.

Contra a seleção brasileira, Gana não terá seu craque, Michael Essien, suspenso pelo segundo cartão amarelo. Resta saber se seu substituto conseguirá manter o ritmo que o meia do Chelsea impõe à equipe. Mas em campo ao menos estará Apiah, que encosta sempre no tridente de frente, formado por Draman, Amoah e Pimpong. Nunca menos do que três.