13 de fevereiro, 2014 - Belém

Informação e a participação digital


Todos os dias, tenho a necessidade de me informar, saber das notícias. Isto me gratifica, ajuda-me a ter um maior entrosamento com o mundo. No entanto, nos últimos tempos, as notícias impressas não são mais suficientes à minha atenção. Por isso, dedico um bom tempo diário também para as notícias online. É por meio desta prática que consigo ter as maiores notícias, também em nível internacional. Aliás, se eu quero conhecer melhor algumas notícias nacionais, preciso navegar nas informações internacionais. É aí que descubro certas verdades ou pelo menos ter notícias com maiores detalhes e com tempos imédiatos. 

Antigamente, para ficar bem informado, era preciso consultar o maior número de jornais e revistas. Hoje é a Internet que me pode satisfazer a curiosidade de saber aquilo que está acontecendo. É verdade, hoje as notícias correm mais rápidas e só depende da gente intercepta-las. Quantas vezes me aconteceu de ter anticipado informações através dos motores de busca via online! O digital tem o mérito que pode ser consultado em qualquer momento e lugar sem grandes recursos e não precisa imprimir. Tudo isso a custos bem acessiveis a qualquer um.  Gratifica a sua ação. 

Além do mais, nestes últimos anos, o número de pessoas que frequentam a Internet aumenta cada vez mais. Isto é confirmado por uma infinidade de estatísticas, tanto nacional quanto internacional. Somente o Brasil tem quantos milhões de internautas? A praça digital é cada vez mais frequentada. E, assim, o número de pessoas e de ideias que posso entrar em contato diariamente aumentam de maneira sensivel. Consigo me manter informado em muitas coisas que, em um passado até recente, isto me era impossivel. Torna-me fácil explorar novas realidades geograficas, sociais e eclesiais quando, no passado, para ter isso precisava se locomover pessoalmente, fazer viagens incansáveis e extenuantes. 

Hoje em dia, tudo isso se reverteu, ficando sentado numa cadeira em frente a um simples computador. Quando tenho dificuldade em solucionar algo pertinente ao meu interesse, compartilho com os meus contatos no Skipe ou motores de busca. Sendo eu também professor em Roma, e portanto tendo estudantes de toda parte do mundo, consigo acompanhá-los também depois que voltam para os próprios paises. Quantas teses eu pude acompanhar on-line sem ter uma presença física! Quantas opiniões pude trocar com toda parte no mundo, até com país como a Mongólia! Com isto, o meu ensino, por exemplo, não se restringe a uma presença fisica na sala de aula, mas vai bem além disso. 

Quantas pessoas também me consultam de tantos e impensáveis paises desse nosso pequeno planeta terra! Eu fico feliz quando consigo lançar uma ideia no mundo, e o mundo digital nisto me ajuda muito, sem encontrar dificuldade de qualquer natureza. É claro que em tudo isso precisa respeitar uma assim chamada deontologia profissional. Isto me trasforma na minha concepção de pensar e agir. Rende-me cada vez mais universal e menos local. Abre-me a mente para os fatos mais consistentes e fecha-me aos insignificantes. Reconheco que esta nova técnologia é um útil instrumento para a nossa evangelização. Porém, precisamos saber usa-la. 

Repito: não se trata somente de um símples uso dela, mas precisamos saber o que significa e a portada dela no nosso dia a dia. Devemos discernir como condiciona a nossa realidade. Nisto já pude mostrar através de vários artigos antecedentes neste jornal. Esta cultura digital me facilitou uma leitura mais veloz dos textos. Ebook reader, smartphone, iPad são novos instrumentos tecnológicos que nos permitem de ler um livro em qualquer lugar e momento, com uma certa rapidez. Imagino se uma evangelização entrasse nesses parâmetros o que deveríamos fazer? Certamente a lógica digital é mais presente no mundo jovem. 

Um dia, disse para um irmão do meu Instituto, do qual eu pertenço, quanto lhe era difícil entrar nessa nova lógica e que, portanto, tinha mais dificuldade de entender a nova realidade, e por isso se torna mais desgatante o diálogo e o trabalho de evangelização. E ele, humildemente, me dizia que era verdade e que desejava ter maior conhecimento. Com isso, ele me pediu uns aconselhamentos que me prontifiquei a lhe fornecer. Com essa nova lógica, torno-me um leitor diferente e creio mais exigente, porque não me é mais suficiente a estética dos artigos ou dos livros, mas sim exijo muito mais conteúdo e, ao mesmo tempo, participação em tudo isso. Surgem novas relações editoriais que caracterizam mais comunhão e participação.
 
E-mail: clpighin@claudio-pighin.net