03 de agosto, 2015 - Belém

Como ser sucedido com sucesso e em paz?


Muitos negócios estão chegando naquele ponto crucial: O de iniciar o temido processo de sucessão dos fundadores ou da segunda para terceira geração, algo que poderia ser muito tranquilo se fosse pensado com muita antecedência, entretanto como isso é um tabu fica sendo protelado ou pior! Fica sendo encarado como se não fosse acontecer nunca, só que um dia, ah! um dia vai ocorrer por bem ou por mal.

Quando falamos em sucessão passa por dois grandes pilares: o sociológico (e etimológico) e o do negócio em si. O primeiro trata-se de nossa relação com a passagem de poder, com a relação que temos com a o fator emocional e com as relações familiares e a clareza que tratamos problemas e conflitos, normalmente somos muito passionais em todos os casos e por isso nos atrapalhamos demais para resolver pontualmente cada uma das fases deste processo.

O segundo ponto é o negócio em si, então vou focar minha análise nisso. Os primeiros pontos são: Quando? Como? E qual será (ou quais serão) o(s) sucessor(es)? Só isso já demandaria uma enorme quantidade de consultoria ou até de análise psicológica e até psiquiátrica – poder ter plena certeza, mas para responder cada uma delas existem passos e técnicas, vamos lá!

Qual ou quais será ou serão os sucessores? Nem sempre são os filhos, nem sempre são genros, noras, irmãos ou pessoas da família, dependendo do negócio tem que vir de fora, do mercado como nos referimos, ou seja assim que a empresa tiver um valor que gere cobiça empresarial e alguns problemas familiares (Oh! Sempre gera) e só quando o negócio realmente vale à pena. Nunca vi briga de sucessão por carrinho de cachorro quente, então se está nesse ponto, primeiro blinde sua empresa, uma saída em alguns casos é criar uma holding patrimonial ou holding de formação de grupo (para vários negócios) – procure uma consultoria especializada no assunto, em seguida comece a avaliar quem tem perfil para assumir RISCOS  e CRIAR SOLUÇÕES, nesse ponto existe uma enorme confusão em achar que sucessor é o cara que chega na hora, trata todo mundo bem, mas que não “toca a boiada” como se diz nos interiores das fazendas do Brasil inteiro, aí no primeiro problema pós-sucessão – bingo!! o caldo entorna! Descobriu quem é ou quais são? Ótimo vamos para a segunda fase: o Como?

Comece a treinar arduamente o sucessor, SEM GRANDES PREMIAÇÕES entendeu!? O ganho não pode vir antes do resultado, senão o sucessor relaxará e não se empenha e, portanto, não chegará a lugar nenhum, mas a empresa poderá chegar e este lugar provavelmente será: a extinção. Em paralelo a isso temos que planejar o recebimento de tarefas e responsabilidades, vendo cada uma das fases e dos resultados para saber se pode ir para o próximo nível, muito parecido com os joguinhos de vídeo game, onde treinar até passar para uma fase mais avançada é condição única para o sucesso no jogo, isso porque precisamos preparar nossa maior arma: o cérebro e ele é condicional, precisa acostumar-se para que na “hora H” funcione perfeitamente.

Respondemos o quem (será o sucessor)? E o como (será o processo em si)? Basta acompanhar o desempenho pelo prazo médio de pelo menos 1 a 2 anos e pronto passe o bastão e fique observando por mais 1 ano, no mínimo, como um conselheiro sem cair na tentação de dar ordens e desfazer ordens, isso irá destruir todo o seu árduo trabalho.

É fácil? Ou dá para fazer sozinho e sem ajuda especializada? Não em ambas às perguntas, mas o primeiro passo é enormemente fácil, converse com os sócios e com as famílias e pergunte para cada um o que pensa sobre sucessão, depois disso saberemos que caminho terá que ser percorrido e de que maneira, vai ser a viagem, se será on-road ou off-road. Fiquem na paz e lembrem-se: Pouca conversa e resultado sempre dá certo!