28 de agosto, 2015 - Belém

A China não é tão longe quanto parece


Ainda que a distância entre o Brasil e a China seja de 16.632,85 km, que de carro a uma velocidade média de 70 km/h dariam 238 horas ou aproximadamente 10 dias sem parar dirigindo, num mundo globalizado ou plano em referência ao excelente livro do jornalista Thomas L. Friedmam publicado em 2005.

Como Friedmam coloca no livro, não existem praticamente barreiras para que o dinheiro migre através de todas as partes do mundo, até porque isso de migrar, estamos falando de bites, de informações em computadores e não de dinheiro real, na verdade muito pouco desse dinheiro computacional existe em cédulas e isso já faz muito tempo desde a Grécia antiga aprenderam o significado de alavancagem.    

        E com a China isso não foi diferente, durante os últimos 20 anos nossos irmãos de olhinhos apertados e fala complicada e engraçada para nossos padrões cresciam num ritmo de 100 metros rasos, cerca de 10% ao ano, porém uma hora a conta chegaria, e chegou. Com crescimento de apenas 7,4% em 2014 (isso é apenas pois estamos falando de China, se comprarmos com o nosso dá até vergonha dizer que é pouco) a China mostra claramente que está desacelerando para arrumar a casa, nestes 20 anos muita coisa melhorou mais segundo o Banco Mundial a população abaixo da linha de pobreza está na casa de 13,1% (e isso é gente pra burro – é quase o Brasil) e a China campesina não focou na sua infraestrutura interna e nem na melhoria da vida da população, resultado: violência, problemas sociais, piora na qualidade de vida e nos IDH das cidades.

        Aí eles resolveram parar um pouco o comércio com o mundo, até porque o mundo se recuperou bem da quase bancarrota de 2008 e as coisas não ficaram mais tão baratas quanto eram nestes últimos 6 anos foram cuidar da casa deles, o que está certíssimo, até porque com população de1,357 bilhão tem muito mercado interno para eles fazerem negócio. Só que se isso fosse em 1999 quando apenas 2 países tinham os chineses como maiores parceiros ou em 2010 que eram 24 países, mas não tinha que ser em 2015 onde 43 países tem nos amigos como maiores parceiros (fonte:insider.pro) e aí que o bicho pega!

        Imagina que você tem uma venda que se chama Brasil e que você vende um pouco para cada um de seus clientes conhecidos como países, porém seu maior cliente é uma senhora chamada China que em 2007 ela além de comprar muito pagava bem caro por uma das mercadorias que você tinha chamada minério, só que a Dona China, começou a receber muitas ofertas desse minério que é apelidado de commodities e aí disse: ei seu Brasil vou pagar menos por isso, ok, só que agora a sua cliente principal simplesmente reduziu drasticamente suas compras com você pois está com muitos problemas na casa dela, só que aí ela que representava 15,11% de tudo que você vendia (vamos dar o nome dessa venda de exportação) simplesmente reduziu quanto vai lhe pagar e a quantidade comprada.

        E o gerente do seu banco chamado Bolsas de Valores, percebem que o seu faturamento deve cair muito nos próximos meses e aperta seu crédito, reduz seu limite (vamos chamar isso de redução da nota de crédito, por conta de um pessoal chato, mas muito competente de umas tais de agências de crédito) e aí o que rola: Você não tem grana para investir e com isso seu crescimento que em 2013 foi 2,5% em 2014 caiu para 0,1% (evolução do tal de PIB que é a soma dos seus ganhos mais o que você tem guardado em poupança) e em 2015 agora com essa decisão de sua cliente China, deve fechar negativo e para agravar alguns gerentes da sua empresa foram pegos roubando muita grana e virou uma confusão sem fim, eles fazem de conta que nada aconteceu, mas os seus operários (chamados de povo) estão muito aborrecidos com a diretora geral tanto que o índice de aprovação dela despencou para 7,7% e olha que já chegou em 68% quando ela queria assumir o cargo, mas descobriram que ela mentiu muito e não tem competência para o dirigir como mostrava ter e aí o negócio ficou nervoso como dizem “os mano” nas quebradas.

        Qual a saída? “Tá pegando” mano, pois o Seu Brasil teria que ter melhorado a infraestrutura dele e treinado (educado) o povo, só  que não fez nenhum e nem outro e agora quer crescer apostando num futuro, mas como na casa de todo mundo as contas vencem todo mês là no Brasil também, só que não tem dinheiro, aí temos que fazer uns atrasos de pagamentos (as tais pedaladas fiscais) para ver se conseguimos arrumar as coisas, só que as coisas estão tão bagunçadas que o gerente não quer mais por dinheiro na nossas conta (investidores) e muitos clientes estão sem comprar, a saída é vender mais barato (desvalorização do câmbio) só que os gerentes da continuam roubando a empresa Brasil, então a saída é dolorida e vocês sabem o pessoal do Brasil não gosta disso, esforço disciplina, longo prazo eles acham isso uma bobagem, são muito parecido com o pessoal da outra empresa chamada Grécia que também estão péssimos de situação, e o povo do Brasil acha esses caras da empresa Japão um bestas que se matam à toa trabalhando, mas enfim, agora o negócio fico grave, vamos rezar que na próxima semana eu explico o que pode ser feito. Fiquem na paz e lembrem-se: Pouca conversa e resultado sempre dá certo!