16 de agosto, 2016 - Belém

Nativos e Imigrantes Digitais: A Nova Era da Informação


Neste novo cenário em que nos encontramos, a tecnologia da informação e os serviços de telecomunicações estão integrados em nossas vidas de forma bastante regular e gerando dependência em amplitude que leva a ser indispensável para a maioria da sociedade.

Por mais que tenhamos ainda pessoas com dificuldades para atualizações tecnológicas, a sociedade em si força todos a estarem conectados e darem um jeito de se comunicarem e estarem situados neste novo cenário por via de algum instrumento de tecnologia. Dado este cenário, existe hoje uma separação entre os usuários denominada de Nativos Digitais ou Imigrantes Digitais, o qual é importante para compreender a melhor forma para adaptar-se ou criar novas tendências em função dos perfis atuais de uso desta tecnologia.

Os Nativos, sociedade mais jovem, nasceu neste ambiente e são inseridos de forma natural nos novos contextos, necessidades e atualizações, sem necessitar de esforço adicional para mudar seus hábitos e experiências. Estes nativos possuem facilidade para compreender, utilizar e atualizar-se a cada novo produto, sistema e forma de uso, pois a tecnologia faz parte de seu dia à dia

Os Imigrantes, passaram por mudanças e têm experiências diversas que precisam ser mantidas ou modificadas, ampliando o esforço e as possibilidades de comunicação e interação para poder não perder suas conectividades anteriores, manter as atuais e criar novas. Logo, pergunta-se de que forma cada grupo percebe o valor das novas tecnologias em suas vidas e quais as mudanças que estas proporcionaram para o crescimento e desenvolvimento individual de cada um?

Mundo Digital

Para quem pensa estar sempre atualizado e bem integrado, as tecnologias como Whatsapp, multimídias nos carros, integração via bluetooth dentre outros, não são coisas modernas, mas comuns que são utilizadas no dia a dia e já estão ultrapassadas. Novas conectividades como internet das coisas, gerencia tudo isto em um único organismo, onde toda sua agenda escrita no computador interage com seu celular, mensagens, e-mails e serviços em uma única plataforma.

O serviço não é mais o mesmo, pois não é necessário informar que tipo de mensagem será enviada, colocando a ideia de email ou whatsapp, pois se a ideia é comunicar, a capacidade do sistema se interpretar a comunicação com outra pessoa e escolher o meio que o usuário receberá a comunicação, será aquela em que mais rapidamente cada usuário terá acesso de acordo com o que ele está usando.

O sistema pode identificar onde nosso receptor está no exato momento conectado e enviar a mensagem para este saber que estás informando algo a ele, seja via mensagem instantânea ou outro tipo.

Neste cenário, pessoas de outra geração, em que o telefone fixo era algo básico em seu uso, ou em que o celular foi a grande diferença tecnológica da década, a atualização e usabilidade com novos serviços totalmente integrados e com características multifuncionais embarcadas nos diferentes produtos existentes, se torna cada vez mais complexa e de difícil acesso, separando os níveis de usuários e de desenvolvimento empresarial local.

Assim como pessoas, as empresas também agem da mesma forma, pois quem não consegue se atualizar pessoalmente, não possui muita disponibilidade para atualizar sua empresa, governo ou sociedade da mesma forma, e assim temos as diferenças de uso da tecnologia entre os países.

Países com grupos mais atuantes nos processos modernos e com busca por novos modelos de negócios, possuem grande desenvolvimento perante outros menos avançados. Esta é a prova da diferença do porque nos EUA as empresas fazem jovens de 30 anos serem CEOs e diretores de alto escalão nas empresas. Enquanto no Brasil e países mais pobres, nosso corpo diretivo, governante, etc, continua sendo excessivamente de pessoas mais velhas. Nos EUA grande parte deste corpo atuante é de jovens que possuem mais liberdade e experiência com novas tecnologias e atualizações de mercado proporcionando novas tendências e desenvolvimento para um crescimento diferenciado.

Neste ambienete, os Imigrantes Digitais não são um fardo ou problema para a sociedade, mas uma contribuição diferente ao todo. A experiência de tempos passados e dos processos anteriores é de fundamental reflexão para uma construção mais planejada e focada na solução social, buscando fazer com que o resultado sirva para um todo e não um grupo específico.

CEOs mais experientes precisam orientar e compartilhar a política e o “jogo de cintura” do mercado e da sociedade, enquanto que CEOs mais jovens precisam arriscar e inovar para fazer um país ser diferente e crescer rapidamente. Então a compreensão dos perfis e da divisão adequada para a sociedade, empresa e governo, é um fator prático que garantirá a mudança e novas tendências.

Mudanças nos valores devem ser mensuradas e compreendidas, para que não existam colapsos no mercado com uma simples troca, perdendo-se tudo que antes estava à funcionar. A migração é algo que deve ser promissora e gradativa de acordo com o setor, então cada área de serviço e produtos precisa compreender a diversidade como um ponto positivo no uso da inovação.

Dentro de pouco tempo, não teremos mais Imigrantes, mas novos grupos que possuem certos limites de uso e outros com amplitudes extremamente altas, mas esta pesagem e mistura dos tipos serve para garantir um crescimento saudável e também para garantir que haja algum crescimento, em vez de simplesmente ficarmos no relento aguardando algo mudar. Com isto, quem somos nós? Imigrantes ou Nativos Digitais?