13 de outubro, 2015 - Belém

Big Data: A Era da Informação


O excesso de dados disponibilizados na última década pelas redes sociais, empresas de varejo pelos seus cartões de fidelização, blogs, sites de discussão e qualquer tipo de produção que tenha cadastros dos usuários e de seus contatos, ações, características e outros pessoais, tem se tornado algo de difícil armazenagem e pior ainda, complicada análise para compreensão. Os dados são os pontos iniciais de uma boa gestão, podendo ou não ser de fácil construção para a informação e ainda discutida e analisada para a gestão do conhecimento. Como exemplo, temos o facebook, que possui bilhões de usuários, relacionando suas características pessoais, profissionais, interesses, desejos, perfil, amigos, contatos, interesses, dentre tantos pontos que podem fornecer informações cruzadas para tomadas de decisão de empresas e negócios. Todas estas informações, quando bem tratadas e analisadas de forma rápida, podem modificar ações de pessoas que se logaram no exato momento em que uma promoção apareceu, onde esta pode ter sido criada em específico para aquela pessoa, dado o certo cenário em que este usuário se encontrou. Toda esta análise e compreensão do que é importante ou não neste número infinito de dados, deve ser tratado devidamente para trazer resultados à sociedade e ao mercado, então o big data apareceu com um modelamento de variáveis muito complexo e baseado em sistemas de informação, para garantir esta grande quantidade de informações em processamento e para uma boa aplicação.

Grande Número de Dados

Baseado neste cenário de informações, algumas empresas nacionais e diversas internacionais já trabalham com a organização dos dados existentes por seus clientes, para poderem resolver um problema ou necessidade específica. Desta forma, a primeira pergunta realizada para cada cliente é o que este precisa resolver. Qual seu problema? Qual sua necessidade? E aí por diante, para poder identificar-se se os dados existentes são capazes de explicar os cenários correntes para solucionar a necessidade do provedor da informação.

A quantidade de informação existente neste processo é dependente da interpretação do significado dos dados, ou seja, da junção de um ou mais dados em um determinado cenário e/ou ambiente do argumento estudado. Sendo assim, compreender tendências, identificar problemas e resolver necessidades são pontos de fácil realização quando se possui uma infinidade de convergências dos dados existentes com as pessoas envolvidas, contatos e relações existentes e características individuais da sociedade.

Categorizar pessoas, clientes, grupos de usuários, posicionamentos e percepções de valores de usuários das redes de análise, são possibilidades que constroem ligações e correlações entre grupos, podendo propor novas ações de mercado, política, organizacional e educacional. Mas como tudo existente, isto também pode ser utilizado de forma inadequada, pois quem tem acesso a estas informações pode propiciar ações irregulares tendenciosas para influenciar pessoas de forma errada, ou melhor dizendo, de forma antiética.

Explorar condições críticas ou não necessárias, como promover consumos que se tornam irrecusáveis, mas não são necessários aos consumidores, pode influenciar os usuários a consumirem algo desnecessário que acaba por virar um estorvo ao consumidor, que pode comprar algo que estrague ou nem venha a usar, só pelo fato deste pensar que será utilizado em algum momento, e que o valor deve ser aproveitado. Percepções subliminares de ambientes críticos podem ser previstos por experiências anteriores dos consumidores, levando o big data a ser utilizado para o lado negativo da proposição inicial.

A mineração de dados, termo usado pelo processo de avaliação de um grande número de conteúdos, é o ponto chave do big data para a compreensão das estruturas envolvidas, separando e juntando grupos homofílicos e hetorofílicos, de forma a construir-se interesses e valores comuns. Logo, deve-se preparar a sociedade para novas ações e compreensões do que nos espera e ainda, saber separar informações pessoais daquelas que podem ser compartilhadas com pessoas menos íntimas ou tão próximas, quanto ao que pensamos que podemos nos expor. O compartilhamento prejudica um todo, quando quem detém o conhecimento, o usa de forma distorcida.