04 de abril, 2016 - Belém

A internet das coisas: futuro ou presente?


Em nossa realidade atual, cada vez mais tecnológica e integrada, o termo “Internet das Coisas” surgiu para definir este relacionamento com os produtos de nosso dia a dia ao mundo virtual, que é o caminho online via internet. A conectividade extremamente necessária na atualidade a todos os serviços e interações está agora servindo de via para produtos que antes eram definidos como comuns, passam por um upgrade para inteligência, se tornando equipamentos inteligentes com automação integrada a ações solicitadas pelos usuários, que podem estar à distância ou ainda ações pré-programadas. Neste ambiente temos roupas, calçados, portas, eletrodomésticos, automóveis e outros interagindo com os smartphones, tablets e computadores. Temos até mesmo o que chamamos de tecnologias vestíveis, as quais possuem o início desta evolução.

Futuro ou realidade atual?

Já hoje, uma quantidade enorme de dispositivos possui conectividade digital alocando informações nas nuvens (redes conectadas aos servidores de armazenagem de grupos específicos de controle), de forma que não precisemos mais andar com grandes HDs ou sempre com nossos dispositivos, pois podemos de qualquer outro equipamento acessar nossos documentos e informações online. Às vezes isto é um problema, pois temos que ter cuidado e conhecimento quando compartilhamos informações para que cada compartilhamento seja correto sem abrir ao mundo todos nossos dados.

Este termo “Internet das Coisas” já é discutido há muito tempo, sendo desde 1991 definido com o surgimento das conexões de redes a longa distância via protocolo IP. Em 1999, o pesquisador Kevin Ashton, do MIT, inseriu o termo na comunidade científica, mas somente depois de 10 anos publicou um artigo para o jornal comum com detalhes sobre o termo, incluindo detalhes do que a rede oferecia em termos de dados, gravações, etc.


Hoje alguns termos se sub-complementam com relação aos serviços existentes, utilizando desta conectividade e das informações que temos com elas, como o Bigdata e as tecnologias vestíveis. A ideia é que as informações tenham inteligência para ajudar no processo de gestão pessoal, comunitário e empresarial. Desta forma, tantos os governos como empresas e sociedade poderão reduzir suas ações com controles, que poderão estar automatizados e assim utilizarem de decisões artificiais, as quais podem ser geradas pelas métricas dos pontos mais comuns desenvolvidos pelos usuários. Um pouco de redes neurais, inteligência artificial e técnicas de tomadas de decisão irão facilitar a interação com o indivíduo.

Algumas das aplicações deste novo cenário já foram descritas em artigos anteriores como citados aqui, onde o GoogleGlass foi um dos primeiros produtos a direcionar a relação homem versus web com interação online no ambiente real versus virtual. Existem propostas também de diversos produtos integrados a automóveis, levando a uma nova realidade da convergência do que atualmente existe, como as mídias automobilísticas. A ideia futura é a inserção da inteligência onde se terá o reconhecimento do motorista, além das necessidades e interesses principais dele sendo reconhecidos automaticamente, podendo agora não só ligar seu celular ao automóvel, mas dado o direcionamento do automóvel, o sistema informar em casa sobre sua chegada próxima, ligar alguns equipamentos para conforto como ar, banheira, aquecimento de alimentos, para adequar-se ao horário previsto de chegada, além de marcações de encontros, reuniões e outras responsabilidades, em que o usuário não precise mais de uma pessoa o lembrando dos compromissos, mas uma interação reagendando suas ações em função de sua posição e tempo corrente.

A ideia agora é termos acesso e decisões reduzidas em função de todas as últimas decisões tomadas anteriormente. Existe a possibilidade de mudanças, mas estas funcionam de acordo com sua predisposição para novas experiências. O aprendizado e o conhecimento adquirido é algo realmente fantástico.

Já existem outros produtos com certo nível de conectividade como geladeiras, máquina de lavar, etc, mas a diferença é clara, em cada novo modelo, onde o software modifica os aplicativos e as novas gerações trazem uma maior facilidade de uso, nível de interação elevado e os resultados com novas características e convergências inovadoras para os usuários.

A interatividade conecta e conectará ainda mais as habitações de forma inteligente, relacionando os automóveis e transportes públicos com os dispositivos móveis e periféricos integrados a rede de internet. Você pode compartilhar tudo em segundos de forma viral com o Whatsapp e poderá não precisar mais de documentos ou dinheiro, dado que tudo estará virtual, além do que já se iniciou com o bitcoin.

Boa sorte para quem está atualizado e acompanhando a evolução. Estes não sofrerão com a mudança.