08 de outubro, 2014 - Belém

Voz e atitudes de Mazola contra idolatria exagerada


Voz e atitudes de Mazola contra idolatria exagerada

Ao anunciar que o goleiro titular Paulo Rafael e o volante reserva Ricardo Capanema estavam excluídos da delegação bicolor que foi a Catalão, por terem brigado no último treinamento em Belém, Mazola Júnior ouviu críticas e respondeu propondo uma reflexão. Disse que no Pará há algumas idolatrias exageradas, a quem não merece tanto, e que não pode levar isso em conta nas suas decisões, até porque acredita sempre na “força do grupo”. De fato, a ausência da dupla nem foi sentida em Catalão.

Já no primeiro Re-Pa do ano, em janeiro, Mazola contrariou os fãs de Yago Pikachu. Na antevéspera do clássico, o atleta declarou na TV Liberal que não jogaria mais pelo Paysandu, mostrando documento da sua venda para investidores. No dia seguinte, sabendo que a história não era como lhe foi contata, Pikachu recuou e pediu para jogar. Mesmo sendo o xodó da torcida, ouviu um “não” de Mazola, que escalou Djalma na lateral direita. Naquela atitude, ganhou a confiança de todos os comandados e fortaleceu o grupo. Djalma foi destaque na vitória do Papão por 2 x 1. No episódio de Paulo Rafael e Ricardo Capanema, o técnico bicolor teve a mesma postura e causou o mesmo efeito. Fundamentou sua tese de que algumas idolatrias no futebol paraense são exageradas ou sem merecimento. Mazola também disse, após a derrota do Papão para o Cuiabá, que alguns jogadores se acham “craques” e que se fossem craques não estariam na Série C.   

É comum Mazola passar do ponto nas suas afirmações e até em algumas decisões. Mas, nos casos citados, acertou em cheio no que disse e no que fez. Vale mesmo a pena refletir. Aqui no Pará fazemos questão de nos enganar de vez em quando, tratando como ídolos quem não passa de xodó.

O que vai mudar no Leão?

Faltam exatos 60 dias para a eleição presidencial do Remo. Zeca Pirão e Pedro Minowa devem ser os únicos candidatos, embora o prazo para inscrição de chapas só termine hoje. O clube, que há décadas sofre as consequências de sucessivas gestões negativas (umas ruíns e outras péssimas), poderia abrir perspectivas nesse período pré-eleitoral, mas as candidaturas registradas não são animadoras. Não indicam os avanços que o clube tanto precisa para sair do amadorismo, que a cada ano se traduz em mais dívidas e frustrações.

Zeca Pirão foi empolgante em alguns feitos, geralmente arrogante, muito esforçado, mal assessorado, inábil. Conquistou o título estadual, mas foi inconsequente ao assumir compromissos muito além da capacidade financeira do clube. Agora as “bombas” estão estourando. Menos mal que se propõe a continuar no cargo para desatar os nós. Pedro Minowa é um caso de boa intenção. Nada além! Assim mesmo, valoriza a vida democrática do clube ao se candidatar como alternativa.

Afinal, o que vai mudar no Leão, nos dois próximos anos? A resposta é simples. Só haverá mudança se as pessoas influentes mudarem, no que não acredito.

O Remo precisa virar foco dos remistas

No Remo, pessoas focam em pessoas. Pouco se discute e se resolve da vida do clube. Por isso o clube patina do atoleiro das fofocas há pelo menos quatro décadas, perdendo patrimônio, perdendo credibilidade, perdendo atratividade no mercado do futebol.

Se o período eleitoral não trouxer uma ampla discussão e clareza de compromissos, com projetos formais, não será justificada a luta pela primeira eleição direta da vida centenária do Remo. Essa é a hora dos associados! 

Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!