02 de maio, 2014 - Belém

Triunfo histórico do Remo sobre o Independente e redenção dos azulinos


Vitória épica e redenção dos azulinos

Da apatia em Tucuruí à plenitude do esforço e do esmero em casa. O mesmo Leão que deu vexame “miando” no jogo de ida, deu euforia à torcida “urrando” no jogo de volta, diante do mesmo adversário. Depois do banho de “semancol”, a conquistada da classificação à final do turno praticamente equivale ao acesso à Série D. Um prêmio à altura da luta.

O “semancol” valeu tanto que até Eduardo Ramos suou a camisa e mereceu aplausos. Ninguém mais que Dadá, um guerreiro no meio de campo, e Ratinho, o homem mais decisivo em campo. A tendência natural é o Remo crescer no seu emocional e evoluir no seu todo, por conta da vitória especial. Em toda a história centenária do Leão Azul não havia registro de tamanha virada em “mata mata”, de 0 x 3 para 4 x 3 nos 180 minutos. Um crédito e tanto para um time que estava em débito, por ineficiência e por aparente descaso com os objetivos do clube.

CRB x Paysandu, um duelo na ressaca

O Paysandu está assimilando a perda da Copa Verde e até alimentando a esperança de tirá-la do Brasília na Justiça. Além disso, já amenizou a ressaca com as vitórias sobre o Águia na Série C e São Francisco no Parazão. Ressaca forte é a do CRB, que somente amanhã vai estrear na Série C, jogando em Coruripe, onde foi derrotado no último sábado no primeiro jogo da decisão estadual. O Coruripe sagrou-se campeão alagoano em cima do CRB na quarta-feira, em Maceió.

O jogo de amanhã, 19 horas, com transmissão ao vivo pelo Esporte Interativo e TV Cultura, é um teste sob medida para dizer o que podemos esperar do Papão na Série C. O time bicolor tem uma das maiores artilharias do Brasil em 2014, com 65 gols em 30 jogos. É uma boa credencial, que o Papão precisa confirmar diante de adversários “encardidos” como é o caso do CRB. O Papão precisa confirmar principalmente a melhora do serviço defensivo, com as novas funções atribuídas por Mazola Júnior. Afinal, é o início de um novo ciclo para o time bicolor na temporada, agora em busca do objetivo mais importante no ano do centenário: o acesso à Série B/2015.

De 12 jogos, Papão só ganhou dois do CRB

Dois jogos na primeira e dez na segunda divisão. A história do Campeonato Brasileiro acusa 12 confrontos entre Paysandu e CRB, com significativa vantagem do clube alagoano, que tem sete vitórias. O Papão tem duas. Ocorreram três empates. Na totalização de gols, 14 x 6 para o CRB.

Em 1973, em Maceió, vitória do CRB por 3 x 2. Gols de Orlandinho (2) e Silva, descontando Cabecinha e Moreira. Em 1981, novamente em Maceió, vitória do CRB por 1 x 0, gol de Joãozinho Paulista. Em 1998, dois empates em 0 x 0. Em 1999, 1 x 1 em Belém. Auecione para o Papão e Schwenk para o CRB. Em 2000, 1 x 0 para o Paysandu em Belém, gol de Edil. Em 2011, novamente 1 x 0 para o Papão, gol de Lecheva. No jogo de volta, 1 x 0 para o CRB, gol de Missinho. Em 2006, duas vitórias do clube alagoano. 2 x 1 em Maceió, com gols de Bebeto e Márcio, descontando Têti, e 2 x 0 em Belém, gols de Eninho e Lau. Em 2011, duas vitórias do time alagoano: 3 x 0 em Maceió, com dois gols de Rodrigão e um de Ewerton Maradona, e 1 x 0 em Belém, gol de Aloísio Chulapa.

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