07 de outubro, 2014 - Belém

Trajetória do Papão eleva a importância de Mazola


Foto: Tarso Sarraf

Trajetória do Papão eleva a importância de Mazola

Antes da suspensão da Série C para a Copa do Mundo, Mazola Júnior deixou o Paysandu na 5ª posição, com 6 pontos em 8 jogos (44,4% de aproveitamento). Voltou dois meses e meio depois e encontrou o Papão em situação dramática, na antepenúltima posição, com 10 pontos em 10 jogos (33,3% de aproveitamento), superando CRAC e Águia nos critérios de desempate. Mazola reassumiu o comando do Papão com a missão prioritária de evitar o rebaixamento e acabou levando-o à classificação com cinco vitórias, um empate e duas derrotas (66,6% de aproveitamento), marcando 11 gols e tomando apenas quatro.  

Em toda a temporada, Mazola Júnior dirigiu o Paysandu em 49 jogos oficiais, com 26 vitórias, 15 empates e 8 derrotas. Perdeu o título estadual, perdeu a Copa Verde no gramado (o clube luta pelo título na Justiça), trabalhou em apenas três jogos da Copa do Brasil. Enfim, ainda não deu uma conquista importante ao Papão. O acesso à Série B é a cartada da redenção. O Paysandu está devendo uma festa à torcida no ano do centenário. E Mazola deve um título nacional ao seu próprio currículo. Acesso já teve um, à Série A, com o Sport Recife.

Águia vai à 8ª Série C consecutiva

Depois do 23º lugar em 2001 (65 times) e 48º em 2002 (61 times), o Águia voltou à Série C em 2008, quando foi o 5º colocado entre 63 times. Desde então não saiu mais. Em 2005, o Águia vai disputar a sua 8ª Série C consecutiva, 10ª no total. Uma glória pelas mãos de João Galvão, o santo de casa que faz milagre, como foi a reação da equipe marabaense para evitar o rebaixamento, com três vitórias em casa e três empates fora, nas seis últimas rodadas, quando a queda parecia inevitável. Nos 9 campeonatos que já disputou na Série C, o Águia conquistou 175 dos 378 pontos que disputou. Um aproveitamento de 46,2%. Eis os números gerais:  

126 jogos, 47 vitórias, 34 empates, 45 derrotas, 180 a fvor e 171 gols contra, saldo de 9 bolas. O mesmo Águia que vai à 8ª temporada no terceiro escalão do futebol brasileiro está no segundo escalão do futebol paraense. Em novembro, vai ter que disputar acesso ao Parazão 2015, depois de ter ficado fora em 2014.

Leão de volta à estaca zero

A pressão no campeonato estadual por acesso à Série D vai se repetir em 2015. E agora com mais concorrentes, já que o Parazão aumentou de 8 para 10 clubes. Convém aos remistas a subida do Águia à elite, já que o clube marabaense não concorreria à vaga na competição nacional. A temporada 2014 custou ao Remo cerca de R$ 5 milhões somente em salários, de dezembro a setembro. O único fruto é o título estadual, que o clube não conquistava desde 2008. No mais, frustrações na semifinal da Copa Verde, na primeira fase da Copa do Brasil e na segunda fase da Série D. Pouco resultado para o investimento, que apesar de alto, foi conduzido com flagrante amadorismo. O Remo não foi empolgante em nenhum momento. Nem mesmo na conquista do título estadual. Muito pior que a ressaca moral dos torcedores é o rombo nas finanças. O Remo completou quatro meses sem pagar o acordo com o TRT, de R$ 120 mil mensais. Deve mais de R$ 1 milhão de empréstimos junto a instituições financeiras e vai ter que arcar com indenizações para rescindir contratos. Enfim, na horta azulina só restaram “pepinos”.

Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!