29 de maio, 2014 - Belém

Título e pancadaria: veja a análise da final do segundo turno do Parazão


Decisão tão empolgante quanto deprimente

Um Re-Pa de seis gols (3 x 3), tão pródigo em emoções quanto manchado pela conduta dos brigões. A arbitragem, com Joelson Cardoso, fez bem o seu papel, mas faltou decência de jogadores e de outros profissionais de Remo e Paysandu. A decisão do 2o turno terminou com cenas deprimentes em campo e a festa bicolor nas arquibancadas, com o Paysandu campeão da Taça Estado do Pará. Mais dois Re-Pas, na quarta-feira (4) e no domingo (8) da próxima semana, invadindo o mês de junho.

A noite teve de tudo. Desorganização e acesso até de torcedores ao gramado na confusão, após o gol que deu o turno ao Papão nos acréscimos. Um jogo muito disputado, eletrizante, de tirar o fôlego. Público discreto, que não deu ao Mangueirão o colorido de uma decisão. Com os ânimos exaltados como estão, tudo é possível para os jogos extras. Esta decisão esteve fria, esquentou na polêmica levantada por Mazola Júnior ao acusar “sistema” de favorecimento ao Remo, e, depois dos acontecimentos de ontem, passou do ponto. Pegou fogo, perigosamente!

Como será o segundo semestre?

O Re-Pa de ontem foi o 37º jogo do Paysandu e o 29º do Remo em quatro meses e uma semana. Média de um jogo a cada três dias e meio para o time bicolor e um jogo a cada 4,3 dias para o time azulino. A fase de excesso na temporada está terminando. No segundo semestre, de 20 de julho a 16 de novembro, o Papão terá de 13 a 19 jogos na Série C e mais a Copa do Brasil. O Remo terá a Série D, com 8 a 16 jogos, indo no mínimo até 23 de setembro e no máximo até novembro.

A mesma temporada que foi intensa até agora, com maratona de jogos e viagens, principalmente para os bicolores, vai ser suave no período pós Copa. Haverá tempo para treinamentos e repouso, condições para melhor futebol. Entrando nas fases de “mata mata”, Remo e Paysandu irão à luta por ascensão de série. O Águia tem o mesmo objetivo, mas com história à parte. O clube marabaense ficou inativo do primeiro semestre e está montando seu time dentro desta Série C, com dificuldades previsíveis, tanto que joga no fim de semana em Catalão/GO, contra o CRAC, pressionado pela posição de rebaixamento.

Os dados sobre o desequilíbrio do calendário de competições de Leão e Papão traduzem bem a realidade do futebol regional, por conta da agenda da CBF. No norte, a primeira metade do ano tem muitos jogos, muita chuva, muita lama e futebol prejudicado. A segunda metade vem com muito sol e incertezas, guardando grandes alegrias em trajetória duradoura ou frustração em curta trajetória. Prêmio à competência ou castigo à incompetência, esse calendário faz muito mal ao mercado de trabalho do futebol nortista.

Tuna, o maior fiasco da temporada

Em sete jogos, quatro derrotas e três empates. Com apenas três pontos, a Tuna foi “lanterna” da fase preliminar do Parazão,  rebaixada à 2ª divisão estadual. O rebaixamento foi inédito em nove décadas do clube cruzmaltino no Campeonato Paraense. Um vexame sem precedente na bela história da Tuna, 10 vezes campeã estadual e duas vezes campeã nacional. Mas a Tuna não está só neste ano pífio.

O Vila Nova em Goiás, o MAC no Maranhão e o Ferroviário no Ceará deram o mesmo vexame, caindo para a 2ª divisão estadual. Outros clubes tradicionais também passaram por isso: Paraná Clube, Moto Clube/MA, CSA/AL, Bangu e América/RJ, Guarani e São Caetano/SP.

Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!