06 de fevereiro, 2015 - Belém

“Tio” Augusto, conselheiro do Carvalho


Leão: o que serve de alento também serve de alerta

Ao perder para Parauapebas e Independente nas duas primeiras rodadas, o Remo igualou o péssimo início de campanha de 2008, quando reagiu e foi campeão estadual. Isso serve de alento, mas também serve de alerta se relacionarmos com o Parazão 2000, quando o Leão Azul esteve em posição de rebaixamento à 2ª divisão regional e se salvou no tapetão do TJD, no “Caso Leandrinho”. Neste campeonato, os quatro últimos colocados serão rebaixados à “Segundinha”. Como a competição tem um formato relâmpago, os azulinos não podem desprezar esse risco. O Remo ainda tem possibilidade matemática de classificação à semifinal do turno. No entanto, a impotência do time é mais assustadora que os números. A disputa de acesso à Série D já é uma pressão que atormenta. Se houver pressão também contra rebaixamento, tudo ficará muito mais difícil. Pior ainda com as pendências salariais dos remanescentes de 2014, que são maioria no elenco, enquanto os novatos chegaram com um salário adiantado. Isso já causa algumas tímidas manifestações. No Baenão, a temporada 2015 começa sob o efeito de mazelas herdadas, cultivadas e agravadas, refletidas nos primeiros protestos de torcedores.

Copa Verde, talvez a “válvula de escape”

Com o time desconexo, desacreditado e pressionado, o Remo pode e precisa fazer da estreia na Copa Verde uma “válvula de escape”. O jogo contra o Rio Branco-AC, domingo, no Mangueirão, pede o suor da honra e o esmero da decência. Se houver honra, os azulinos deverão se superar em campo pela vitória. Se houver decência, terão que se esmerar por uma atuação digna. Só assim a torcida pode se desarmar e dar novo crédito. Por enquanto, o time foi caricato em todos os aspectos. O fato de ser início de temporada não justifica nenhuma das deficiências do time remista, considerando-se a evolução das equipes em todo o país no mesmo período de treinamentos. O time não é tão ruim quanto está parecendo. E a torcida só poderá acreditar numa reação à medida que os atletas mostrarem compromisso em campo, a despeito de qualquer questão interna.

“Tio” Augusto, conselheiro do Carvalho

Rebelde, atrevido, indisciplinado, problemático... Leandro Carvalho, 19 anos, puxou para si esses e outros adjetivos e acumulou punições no Paysandu, inclusive devolução do profissional à base. Numa nova política do clube, o atleta, tido como uma “joia” na Curuzu, ganhou uma nova oportunidade e mais atenção. A mãe dele está autorizada pelo clube a procurar um apartamento para alugar, às proximidades da Curuzu, por conta do Paysandu. Atualmente, o atacante mora em Icoaraci. Outra medida é mantê-lo próximo da maior referência de profissionalismo que há no elenco: Augusto Recife. É sempre no mesmo quarto do “tio” Augusto que Leandro Carvalho está concentrando. Outros profissionais estão agendados pelo clube para cumprir o mesmo papel junto ao garoto, que, segundo alguns observadores, já vem dando sinais de melhor conduta, mostrando-se disposto a agir como profissional. Por ter apenas 19 anos e por mostrar potencial para uma carreira vitoriosa, Leandro Carvalho ganha atenção especial, mas sem tolerância. O Paysandu faz o que tem que ser feito para salvar a carreira de um talento e o que ele pode render ao clube, em campo e nas finanças. Corretíssimo!  

Foto: Fábio Costa

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