24 de fevereiro, 2015 - Belém

Sidney Moraes pagou por “laboratório” e pela maneira de ser


Foto: Akira Onuma

Sidney Moraes pagou por “laboratório” e pela maneira de ser

Nos seis jogos da breve passagem de Sidney Moraes pela Curuzu, 15 jogadores estrearam no Paysandu: Andrey, Emerson, Dão, Magno Alves, Wiliam Alves, Romário, Marlon, Elanardo, Jonathan, Rogerinho, Carlinhos, Leandro Canhoto, Heber, Alylon e Leandro Cearense. Outros dois não chegaram a estrear: o atacante Erico Junior e o volante Radamés. O Papão mudou dois terços do elenco e Sidney comandou treinamentos no período de um mês e meio para compor, ajustar e dar competitividade a um time. Não conseguiu nada disso. Pagou o preço perdendo o emprego. O substituto vai encontrar o processo bem encaminhado e tempo para trabalhar, na missão de botar o time nos eixos. Afinal, depois do jogo de amanhã, contra o Paragominas, com Rogerinho Gameleira no comando, o Papão terá 11 dias para o jogo contra o Nacional na Copa Verde e 18 dias para a estreia no 2º turno estadual, contra o Castanhal. Sidney Moraes foi prejudicado pelas circunstâncias. É um fato. Mas sofreu consequências também da maneira cavalheiresca de ser, nem sempre válida no ambiente do futebol. Faltou-lhe atitude para chacoalhar os atletas e provocar espírito de superação, tal como fez Zé Teodoro no Remo. Time de massa tem que dar respostas imediatas, nem que seja “suando sangue”. Esse time do Paysandu não expressou sua alma em nenhum momento. Foi opaco até na recente vitória sobre o Santos/AP. 

Leão e Galo, passos absolutamente opostos

Remo, 100% de aproveitamento na Copa Verde e já eliminado do 1º turno do Parazão. Independente, 100% no campeonato estadual e já eliminado da Copa Verde. Passos absolutamente opostos e indicativos emocionais que parecem óbvios. Os remistas estão em plena recuperação moral, animados com a evolução do time, se encorajando para o desafio de conquistar o título estadual, como única forma de acesso à Série D. Os tucuruienses receberam água na fervura e suscitaram dúvidas quanto ao real potencial do time, depois da fraca atuação e goleada para o Brasília (4 x 0). A questão, agora, é como o Galo Elétrico irá reagir. E a resposta sai amanhã, fora de casa, diante do Parauapebas. Um empate garante a vantagem de jogar em Tucuruí na semifinal. Uma derrota por dois gols de diferença implicaria na perda do primeiro lugar no grupo atual e na desvantagem de ser visitante na semifinal. O fator moral dita a importância do jogo Remo x Castanhal, amanhã. O Leão Azul trata de manter o astral em elevação, enquanto o Japiim, com a reestréia do técnico uruguaio Ricardo Estrade, precisa se redimir.

Copa Verde pode compensar pobreza do Parazão

Sem Re-Pa, o 1º turno do Parazão deverá ser fechado com média de público abaixo de 2.500 pagantes, metade do que teve no mesmo turno das quatro últimas temporadas. O efeito disso nos cofres de Leão e Papão poderá ser compensado pela Copa Verde se os dois clubes eliminarem os amazonenses Princesa do Solimões e Nacional. Assim, fariam dois Re-Pas na semifinal da CV, dias 5 e 15 de abril, e salvariam a lavoura das brilheterias. No Parazão, só está garantido um Re-Pa, no dia 29 de março, podendo haver mais um, na semifinal ou na final do segundo turno, previstas para 18/19 e 21 de abril. Ou seja, poderemos ter quatro duelos Leão x Papão num espaço de três semanas.   

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