03 de outubro, 2014 - Belém

Se não subir, Leão Azul fica no abismo


Se avançar, Papão pega Tupi/MG ou Mogi Mirim/SP

Se conseguir a classificação ao “mata mata” do acesso, o Paysandu terá como próximo adversário na Série C o Tupi de Juiz de Fora/MG ou o Mogi Mirim/SP, mais para o time mineiro. São dois clubes sem força de torcida, mas muito consistentes no campeonato. O Tupi está invicto há 12 rodadas e vem de cinco vitórias consecutivas. Lidera o grupo B com 33 pontos, contra 31 do Mogi Mirim que está numa trajetória descendente. Amanhã, ambos vão jogar fora de casa. O Tupi em Campinas contra o Guarani e o Mogi em Caxias do Sul contra o Juventude. O Tupi faz a melhor campanha geral da Série C com uma das folhas mais baixas do campeonato. O clube mineiro diz ter uma folha salarial de apenas R$ 120 mil. Isso corresponde a 30% da folha do Paysandu, que ainda luta dramaticamente por classificação, tendo que vencer o CRAC em Catalão para ainda depender do insucesso dos concorrentes CRB e/ou Cuiabá, que se enfrentam em Maceió, ASA que enfrenta o Fortaleza em Fortaleza e Botafogo/PB que enfrenta o Águia em Marabá.  

Relações de dependência 

O que for bom para Águia e Paysandu, amanhã, será péssimo para Treze e Botafogo da Paraíba. Da mesma forma, o que for bom para os paraibanos será ruim para os paraenses. Assim como o Paysandu vai torcer fervorosamente pelo Águia, o Treze vai torcer desesperadamente pelo rival Botafogo no jogo de Marabá. O Papão precisa da vitória do Águia (e de outros resultados de terceiros) para ter possibilidade de classificação. O Treze simplesmente cai para a Série D se o Botafogo perder. João Galvão é o personagem central das relações de dependência entre Pará e Paraíba. O técnico do Águia é paraibano de João Pessoa. E se mantiver o time marabaense na Série C, ele rebaixa o Treze e elimina o Botafogo.

Se não subir, Leão Azul fica no abismo

Há seis anos, o Remo sofre no abismo em que caiu ao ser rebaixado em 2008 da Série C para a então criada Série D. Deu sentido negativo à expressão “fora de série”. Desde então, tem no campeonato estadual o objetivo prioritário do acesso à 4ª divisão nacional, que não conseguiu em 2009, 2011 e 2013. A segunda fase da Série D foi o limite das campanhas de 2010 e 2012, eliminado pelos matogrossenses Vila Aurora e Mixto. Desta vez, o Remo precisa vencer o Brasiliense no Distrito Federal, por 2 x 1 para provocar pênaltis, por 3 x 2, 4 x 3... ou por dois gols de diferença para voltar classificado e disputar acesso na próxima fase. Caso contrário, permanece no abismo, tendo que disputar no Parazão 2015 uma nova participação na Série D. Se para os torcedores essa situação é humilhante, para os gestores do clube é um agravante em todas as transações no mercado, pela perda de visibilidade do clube. Como a coluna mostrou ontem, o Remo teve este ano apenas 28 jogos transmitidos ao vivo pela televisão, sendo 21 em rede regional (TV Cultura) e 7 em rede nacional (seis no Esporte Interativo e um na Globo, para os estados do Pará e Rio Grande do Sul. O rival, Paysandu, mesmo também com perda de visibilidade, vai completar amanhã 48 jogos ao vivo na temporada, sendo 23 em rede regional (TV Cultura) e 25 em rede nacional (Esporte Interativo, TV Brasil e Sportv).    

Foto: Akira Onuma