09 de setembro, 2014 - Belém

Roberto Fernandes resolveu fugir do padrão


Roberto Fernandes resolveu fugir do padrão

“Existe uma vaga aberta no time do Remo. É do meia ofensivo, entre o Reis, o Marcinho e Ratinho. No mais, os titulares estão bem definidos”, disse Roberto Fernandes se referindo a Fabiano; Levi, Rafael Andrade, Max, Rodrigo Fernandes; Michel Schmoller, Dadá, Danilo Rios; Roni e Leandro Cearense. E assim Roberto Fernandes fugiu da postura padrão dos técnicos de futebol, que não admitem falar de titularidade de atletas e menos ainda da formatação tática. Na totalidade dos seis jogos do Leão na Série D, cinco atletas foram “imexíveis”: Rafael Andrade, Max, Michel Schmoller, Dadá e Leandro Cearense.  Levi e Danilo Rios saíram por lesão, Roni para reforço muscular, e retornaram ao time. Fabiano e Rodrigo Fernandes barraram Maicky Douglas e Alex Ruan. Agora é Reis quem corre o risco de perder a vaga por não corresponder na função tática. Ao declarar a titularidade de dez peças da equipe, Roberto Fernandes passa recibo da estrutura tática do Remo, mas transmite segurança aos atletas, especialmente para Rodrigo Fernandes, que saiu de campo contundido na vitória sobre o Interporto. A atitude do comandante azulino tem sido muita rara nos técnicos de futebol, não só pela questão de repertório tático, mas principalmente pela rotatividade de atletas determinada por suspensões, lesões e negociações.  

Águia pode sair da zona na próxima rodada

Se o Águia ganhar do CRAC em Marabá no domingo e o Treze perder para o CRB em Campina Grande na segunda-feira, o clube marabaense sai da zona do rebaixamento, depois de dez rodadas consecutivas. O Águia está em posição de rebaixamento desde 24 de maio, quando foi derrotado em Arapiraca, pelo ASA,  por 3 x 1. Ao vencer o mesmo ASA, domingo, por 4 x 1, o Azulão de Marabá se livrou da lanterna, que foi sua por oito rodadas seguidas. O Águia está três pontos abaixo do Treze, com o mesmo número de vitórias (três). Se conquistar a quarta vitória no próximo domingo e for favorecido na segunda-feira por derrota do Treze, o Azulão sai da faixa de degola pelo primeiro critério de desempate, que é o número de vitórias. A reação aguiana está diretamente associada à competitividade acrescentada por João Galvão, ao reassumir o comando da equipe. O empate com o Treze na Paraíba e a goleada sobre o ASA devolveram o ânimo dos aguianos. E esse ânimo pode virar confiança com vitória sobre o CRAC, domingo.  

Kyikatejê é ou não é o primeiro do mundo?

Onde já foi notícia no Brasil, o Gavião Kyikatejê foi tratado como primeiro time indígena do mundo a se profissionalizar. Para confirmar essa primazia, o clube espera a conclusão de um estudo junto à Fifa. A confirmação oficial, se vier, deverá abrir portas

de patrocinadores para o clube de Bom Jesus do Tocantins, que este ano enriqueceu a elite do Campeonato Paraense, mas foi rebaixado e terá que disputar a Seletiva, em novembro, para reconquistar seu espaço. Visibilidade e patrocínios à parte, o Kyikatejê já é um grande sucesso de intercâmbio cultural no futebol, assim como o futebol é sucesso na aldeia. O clube ativou categorias de base, onde crianças e adolescentes indígenas dependem de boas notas na escola para terem acesso aos treinos e jogos.

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