05 de março, 2015 - Belém

Remo, um clube nas mãos de um time


Foto: Akira Onuma

Remo, um clube nas mãos de um time

Se o time for campeão estadual, garantindo acesso à Série D, a honra do clube estará salva e as finanças aliviadas. Se o time for campeão da Copa Verde, o clube terá uma turbinada moral e financeira. Se o time entrar na Série D e subir para a Série C, o clube terá saído do calvário. Se o time vai mal, o clube entra no “Deus nos acuda”. Enfim, o Remo é um clube que está nas mãos do time. É como se os empregados estivessem no comando. E é bom que pensem assim. Afinal, eles têm tudo a ganhar ou tudo a perder, o que pode depender da seriedade, da união e do esmero no trabalho.

A união e o esmero de que depende o sucesso do time têm faltado aos dirigentes e agregados. Tem sido assim no Leão Azul há mais de 20 anos. Zé Teodoro, se tem essa leitura da realidade que o cerca, precisa usar todas as suas artimanhas de liderança para fazer os exemplos fluírem de baixo para cima, como forma de salvar a pátria azul marinho.

'Quem não quiser, peça pra sair'

Zé Teodoro deu na terça-feira o primeiro sinal de como pretende mudar a vida do Leão. Reuniu o elenco e propôs que só permanecesse quem realmente estivesse disposto a superar as adversidades internas e externas para ser campeão. “Quem não quiser, peça pra sair”, arrematou. E todos fecharam com o comandante o compromisso de honra. Primeiro bom exemplo dos empregados, que os patrões azulinos deveriam assimilar. Afinal, é flagrante a falta de liderança, de união e de competência no alto comando.

Entre os “donos” do Remo ainda persiste a equivocada ideia de que é preciso ganhar primeiro para depois organizar, quando o raciocínio deveria ser o inverso. Por isso, há sete anos disputa acesso à Série D e segue patinando no atoleiro, esperando que o time o desatole. Enquanto isso, o rival Paysandu vai avançando nos conceitos de gestão e no futebol, estando hoje em posição honrosa (Série B) e com a soberania do clube sobre o time, como tem que ser.

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