15 de agosto, 2014 - Belém

Remo se especializa em jogo aéreo


Remo se especializa em jogo aéreo

O gol de Zé Antônio no finalzinho do Re-Pa (3 x 3) que decidiu o 2º turno do Parazão foi o último que o Remo tomou em jogo aéreo. Nos oito jogos seguintes, o time azulino não tomou nenhum gol de cabeça. Como os atletas fazem questão de destacar, isso é produto de muito treinamento e da boa média de estatura, principalmente Maycki Douglas (1,93m), Rafael Andrade (1,89m), Max (1,88m) e Michel Schmoller (1,84m). E além da segurança defensiva, o Remo está mostrando eficiência também ao atacar no jogo aéreo. Tanto que os três últimos gols, marcados por Max, Rafael Paty e Alvinho, contra Interporto e Etiópia, foram de cabeça. Esta semana, Roberto Fernandes voltou a enfatizar os treinos de jogo aéreo defensivo e ofensivo, explorando a boa estatura média da equipe, como arma para os gramados da Série D, que, em geral, não favorecem o jogo de bola no chão. É bem o caso do gramado de Bragança.

Papão: agora a missão é manter o embalo

Na visita que fez ontem à TV Liberal, para entrevista ao vivo no Globo Esporte, Mazola Júnior destacou a vitória do Papão sobre o Coritiba como um resultado transformador, que eleva a autoconfiança dos atletas e cria um ambiente muito favorável ao seu trabalho. Mas também reconheceu que esse efeito motivacional só vai prevalecer se o Papão mantiver o embalo derrotando o CRB na segunda-feira, em Castanhal. A vitória sobre o Coritiba elevou o crédito de Rogerinho Gameleira, que vai se credenciando aos poucos para a carreira de treinador. Somou muito também para Dennis, autor do gol da vitória, como também para Charles, cujo gol coroou mais uma boa atuação, confirmando que está recuperando a forma. Mas, como Mazola Júnior reconhece, o time ainda vai depender do espírito de superação para se impor diante do CRB. Será assim até o time estabilizar num padrão de jogo. Mas já está dado o sinal da capacidade de reação para brigar por classificação na Serie C, embora por enquanto a luta ainda seja para se distanciar da zona do rebaixamento.

Fuga de patrocinadores

Até mesmo os principais clubes do país estão se queixando da fuga de patrocinadores. A última grande empresa a direcionar expressivo investimento no futebol foi a Caixa Econômica Federal, patrocinando clubes das séries A e B. Remo e Paysandu tentaram em vão a parceria da CEF, e estão sofrendo pela fuga de patrocinadores, que parece ser uma reação de todo o mercado a um momento crítico do futebol brasileiro, cujos clubes de massa estão cada dia mais associados a vandalismo e violência de “torcidas organizadas”. Em Belém, além da selvageria das gangs uniformizadas, ainda pesa o “tiroteio” dos próprios clubes levantando suspeitas de ações desonestas nos eventos. O Parazão 2015, por exemplo, terminou sob denúncia do técnico bicolor Mazola Júnior de que haveria um “sistema” de favorecimento do Remo, e uma do Remo levantando suspeição de árbitros para suscitar uma espécie de “contra sistema”. Dois meses depois, nada foi apurado. Todo o “lixo” foi para baixo do tapete. Nada mais natural que a resistência das empresas em associar suas marcas a esse mundo cujos protagonistas comandam o descrédito.  

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