06 de novembro, 2014 - Belém

Quem tem e quem não tem título nacional no Papão?


Foto: Tarso Sarraf

Quem tem e quem não tem título nacional no Papão?

Na subida do Paysandu à Série B, Mazola Júnior colocou no currículo o segundo acesso. Também sob o comando dele o Sport Recife subiu à Série A em 2011. Mas, tal como o atacante Bruno Veiga, o meia Marcos Paraná e o lateral Fábio Alves, o técnico bicolor ainda deve um título de campeão ao próprio currículo. Título nacional seria inédito também para Douglas, Paulo Rafael, Pablo, Ricardo Capanema, Billy, Airton, Lenine, Ruan e Fernando Lombardi, que já foram campeões estaduais. Heverton conquistou um título nacional, mas na Coreia do Sul, pelo Seongnam.

De todo o elenco bicolor, o zagueiro Charles (foto) é o único que já conquistou o título brasileiro da Série C. Foi em 2011, pelo Joinville, junto com Lima, que chegou a jogar pelo Papão neste campeonato e também poderá acrescentar mais um título ao currículo. Os títulos mais importantes no elenco bicolor são de Augusto Recife e Everton Silva, campeões da Série A. O volante foi campeão pelo Cruzeiro em 2003 e o lateral pelo Flamengo em 2009. Zé Antônio foi campeão brasileiro da Série B pelo Atlético Mineiro, em 2006. O “raio-x” dos títulos no Papão indica o nível de ambição pelo troféu desta Série C, que é tão importante para a valorização profissional dos atletas e treinador quanto é para o clube. A leitura dessa importância deve implicar na postura da equipe, domingo, em Mogi Mirim , para a confirmação da passagem à decisão do campeonato.

Implicações do impasse no Papão

A ascensão à Série B fez do Paysandu uma vitrine cobiçada por atletas concorridos. É assim que o mercado funciona. Final de temporada é a fase de mercado em que os clubes cobiçados fazem pré-contratos e garantem os negócios mais vantajosos. No entanto, o Papão pode ficar impedido de tirar proveito, se o processo eleitoral do clube prolongar-se na Justiça, depois da impugnação da chapa de Luis Omar Pinheiro e os rumos que a disputa está tomando. É inquestionável o direito de Luis Omar ao pleitear o que considera justo. Mais ainda, são lamentáveis as implicações do impasse. Quanto mais o caso render, pior para os interesses comerciais do clube.   

Exemplos que o Remo poderia seguir

Joinville, Sampaio Corrêa, Santa Cruz, Botafogo/PB, Juventude/RS são clubes tradicionais como o Remo que chegaram à mesma penúria do Remo e reagiram. Em todos a reação começou pela gestão, se libertando de conceitos amadoristas. O Remo recusa-se a seguir os exemplos e mantém-se preso ao atraso, tal como os também tradicionais CSA (AL), Ferroviário (CE), Vila Nova (GO), Tuna e outros. As campanhas de Zeca Pirão e Pedro Minowa, candidatos à presidência na disputa eleitoral do próximo sábado, embora pautadas no discurso da modernidade, não são nada convincentes. 

O Leão Azul vai começar 2015 em enormes dificuldades financeiras, com novos e elevados débitos, com receitas futuras e credibilidade comprometidas. Se resta uma força no clube é a torcida, que por quatro anos consecutivos o mantém como campeão de público no campeonato estadual, e este ano estabeleceu ainda a melhor média por jogo na Copa Verde (15.272 pagantes) e a terceira na Série D (6.495). A paixão da grandiosa torcida faz a resistência do Remo a tanto amadorismo ao longo de décadas.