07 de maio, 2014 - Belém

Quatro vagas em jogo hoje com Paysandu x São Francisco


Hoje, um jogo valendo quatro vagas

O jogo Paysandu x São Francisco, que decide vaga na final do 2º turno, pode decidir também as vagas do Pará na Série D para o Remo, na Copa Verde e na Copa do Brasil para o Independente. Basta que o Papão não perca por mais de um gol. Caso contrário, só será decidida a classificação à final do turno, com o São Francisco ainda concorrendo com Remo e Independente por acesso às três competições da CBF. Esses tantos interesses se somam à busca do título pelo Paysandu no ano do seu centenário para dizerem quanto é importante o jogo de hoje, 20h30, no Mangueirão.

O Papão teve a chance de coroar o centenário com a Copa Verde. Pode até obter o título na Justiça, mas sem a festa que teria feito com a conquista em campo, como pode fazer se obtiver o bicampeonato, 46º título estadual. Hoje, o Papão pode dar um grande passo nessa trajetória, como também pode encerrá-la se não confirmar em campo o seu amplo favoritismo, pela vantagem que tem. E só não será finalista do turno se pecar muito. O time bicolor está com a faca e queijo!

São Francisco, um clube à sombra do rival

O título brasileiro da Série D pelo São Raimundo, em 2009, criou um peso no São Francisco. O clube azulino de Santarém passou a viver à sombra do grande rival, obstinado a igualar o feito. A busca imediata é pelo acesso à Série D. Por isso, a derrota para o Paysandu (1 x 0) no jogo de ida dessa semifinal causou estrago no clube franciscano, com demissão do técnico Lúcio Santarém e do auxiliar Filiba, além do improviso de uma comissão técnica para o jogo de hoje. Isso também indica disposição máxima nesse jogo de tudo ou nada.

O São Raimundo já foi campeão de turno e vice estadual, além de campeão da Série D. Tudo em 2009. E na Copa do Brasil, em 2010, teve a proeza de derrotar o Botafogo/RJ (1 x 0) no Colosso do Tapajós. Perdeu no Rio por 4 x 3 e só não eliminou o time carioca porque utilizou atletas irregulares no jogo de Santarém. Essas glórias alvinegras estressam os franciscanos, que hoje devem estar sob o lema da superação, com o tal discurso do "sangue nos olhos” para o duelo com o Papão.

Uma perda de 65% nas finanças do Remo

Se no primeiro trimestre o Remo lucrou R$ 2,7 milhões, entre bilheteria, patrocínios, meritocracia e sócio torcedor, com média de R$ 900 mil por mês, em abril a receita azulina teve uma queda de 65%. Entraram apenas R$ 315 mil no clube, que tem custos regulares acima de R$ 800 mil por mês. Isso explica o desespero da direção do clube pelos longos intervalos entre os próximos jogos, se o próximo adversário no Parazão for mesmo o Paysandu. Em compensação, os Re-Pas dariam algum fôlego financeiro ao Leão Azul. O Papão também se queixa de aperto financeiro, mas em abril lucrou cerca de R$ 840 mil, mantendo a média do primeiro trimestre. A lavoura de abril foi salva pela bilheteria do jogo contra o Brasília, que deixou R$ 577 mil.

O pior está por vir, com o vazio de um mês e meio a dois meses no calendário dos clubes, com a suspensão de todas as competições oficiais, por causa da Copa do Mundo. Remo e Paysandu não parecem preparados para a travessia desse “deserto”. Nem se fala em qualquer evento para o período, que coincide com o centenário da fervorosa e riquíssima rivalidade entre os dois clubes.

Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!