16 de outubro, 2014 - Belém

Quanto valeria para o Papão o acesso à Série B?


Foto: Tarso Sarraf

Quanto valeria para o Papão o acesso à Série B?

Na Série C, tudo o que os clubes recebem da CBF são as passagens e hospedagens. Na Série B, além do custeio de viagem, cada clube está recebendo este ano R$ 3 milhões de cota dos patrocínios da competição. Descontados os impostos, o valor cai para R$ 2,7 milhões, em oito parcelas mensais de R$ 337.500,00, de maio a dezembro. O Vasco é exceção, recebendo R$ 70 milhões ao longo do campeonato, graças ao contrato negociado diretamente com a Globo, como é o caso dos principais clubes do país. Os clubes da Série B estão pressionando a CBF por aumento na cota para 2015 e as negociações estão bem encaminhadas.

Além da cota nos patrocínios da Série B, o Paysandu ganharia muito mais visibilidade se derrotar o Tupi no “mata-mata” dos dois próximos sábados, em Belém e Juiz de Fora. No mercado do futebol, quanto maior a visibilidade do clube, maior é o valor junto aos patrocinadores. A Série B é também a garantia de 38 jogos no período de maio a novembro, o que pode impulsionar o programa Sócio Torcedor e tornar pródigas as bilheterias, caso o time faça boa campanha. Em 2012 o Papão desperdiçou essas oportunidades por erros que resultaram no rebaixamento. Ficaram as lições, que podem ser muito úteis em 2015, se o acesso for conquistado.

Sistema defensivo ameaçado por cartões amarelos

Quis o destino que o Paysandu chegasse à decisão do acesso com cinco atletas importantes pendurados em cartões amarelos. Charles, Fernando Lombardi e Augusto Recife são peças vitais do sistema defensivo, assim como são os alas Yago Pikachu e Airton para o time. Pablo é o único da defesa bicolor sem risco de suspensão no sábado.

Numa decisão, não há como o atleta se poupar de eventual suspensão por cartões amarelos. O jogo de sábado vai exigir entrega máxima. Mas nada impede os pendurados de evitar excessos, principalmente de reclamação à arbitragem. No Tupi, como a classificação foi conquistada com antecedência, foi possível antecipar a suspensão de quem chegou pendurado às últimas rodadas.

Ganhar para melhorar ou melhorar para ganhar?

“Tem gente que acha que o clube precisa ganhar para melhorar. É o contrário! Precisa melhorar para ganhar”. A frase de Valter Lima, proferida em entrevista ao repórter Nelson Torres na Rádio O LIBERAL/CBN, merece a reflexão dos remistas, especialmente para os candidatos à presidência, Zeca Pirão e Pedro Minowa.

A angústia e a ansiedade pela volta aos dias de glória pesam na busca de conquistas a qualquer custo. Assim, o Remo “queimou” cerca de R$ 20 milhões nos seis anos do abismo moral, como aspirante à Série D. Perdeu três disputas de acesso ao campeonato brasileiro, só ganhou dois turnos e um título estadual. No mais, só fracassos. Por quê? Por não ter melhorado quase nada. A cada ano, os mesmos erros e as mesmas consequências. A temporada 2014 fecha-se com o título estadual, mas com novas e vultosas dívidas trabalhistas, além da perda de frutos importantes das categorias de base. Os candidatos e os eleitores azulinos precisam ter compromisso com a modernização do clube. A hora é de promessas, ilustrando os discursos, mas o importante é que haja COMPROMISSO formal, indicando o que pretendem e como irão viabilizar a transformação tão necessária.

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