30 de setembro, 2014 - Belém

Qual é o segredo do Águia?


Juizado pode ser a salvação do Leão Azul

O Estatuto do Torcedor já foi aplicado contra Fábio Santos da Silva, o autor do arremesso da garrafinha plástica ao gramado, durante o jogo Remo x Brasiliense. O Juizado Especial, presente ao Mangueirão, puniu o infrator com cinco meses de ausência dos estádios em jogos do Remo. No prazo da transação penal, ele terá que se apresentar no quartel central da Polícia Militar sempre que o Leão jogar. Os envolvidos em tumulto vão cumprir a mesma pena por três meses, com exceção de um que já estava punido e descumpriu ao comparecer ao estádio. Essas penas aplicadas pelo Judiciário, somadas às medidas preventivas tomadas pelo clube, devem pesar muito em defesa do Remo, apesar do relato dos fatos em súmula. O possível que o clube nem seja denunciado para julgamento. Apesar da vital importância do serviço do Juizado no Mangueirão, o Judiciário ainda não teve o apoio solicitado de Remo e Paysandu para prestar o mesmo serviço no Baenão e na Curuzu, conforme queixas que ouço de uma fonte oficial no Tribunal de Justiça do Estado. O Papão alega falta de espaço para o ônibus do TJE no seu estádio. O Leão não tem o que argumentar para tamanha má vontade, já que tem espaço sobrando na área do antigo Carrossel. Isso mostra quanto os clubes ainda precisam avançar na matéria do Estatuto do Torcedor. E se estão sofrendo pelo vandalismo de torcidas organizadas é porque alimentaram os “monstros” até que se voltassem contra eles, na perda de privilégios.  

Não ou não dá pro Leão?

O Remo vencer o Brasiliense por margem de dois gols, em Taguatinga, não seria coisa do outro mundo, por mais improvável que pareça. Sendo otimista, vejo como motivo de esperança o fato de que esse time azulino tem reagido com superação nas adversidades. O Remo desta Série D é absolutamente imprevisível. Ou seja, tudo pode acontecer no próximo sábado. De um grande vexame ao “milagre” da classificação.

Se conseguir passar de fase, o Remo cresce para ser campeão. Mas a vantagem do Brasiliense é tão expressiva que pode ser cotada em mais de 80%, não só pelo placar construído em Belém, mas também pela consistência do time do Distrito Federal. O Leão Azul só terá chance com espírito de superação, até porque empregos estarão em jogo, não só no Remo como também no Brasiliense. É céu ou inferno!  

Qual é o segredo do Águia?

Desde que Ewerton Goiano saiu e João Galvão assumiu o comando, o Águia soma pontos há cinco rodadas consecutivas. Três empates fora, com Treze/PB, CRB e Cuiabá, e duas vitórias em casa, sobre ASA e Crac. Saiu da zona do rebaixamento depois de 11 rodadas (três meses e meio) e agora só depende do seu próprio resultado, sábado, em Marabá, contra o Botafogo/PB para se salvar. Afinal, qual é o segredo da transformação do Águia no campeonato?  

O primeiro fator de crescimento do Águia foi o ambiente proporcionado pela liderança de Galvão. A reação nasceu de união, honra e determinação. Na parte tática, time muito bem fechado fora de casa, jogando nos erros dos adversários. Foram três empates em 1 x 1. Em Marabá, time arrojado, pressionando, se impondo. Goleada sobre o ASA (4 x 1) e vitória apertada sobre o Crac (2 x 1). Quando precisou, o Águia virou uma arara. 

Foto: Marcelo Seabra

Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!