05 de setembro, 2014 - Belém

Qual a chance do Papão de entrar no G4?


Foto: Akira Onuma

Qual a chance do Papão de entrar no G4?

É remota, mas existe a possibilidade matemática de entrada do Paysandu no G4 nesta rodada da Série C. O Papão teria que vencer o Botafogo em João Pessoa, segunda-feira, mas antes precisaria ser favorecido por três resultados no domingo: vitórias do Águia sobre o ASA em Marabá, do Salgueiro sobre o Cuiabá em Salgueiro e do Fortaleza sobre o CRB em Maceió.

A entrada na zona de classificação nessa rodada é improvável, mas uma vitória sobre o Botafogo/PB colocaria o Papão no bolo dos candidatos diretos à classificação. No entanto, o campeonato mostra o time botafoguense com 72% de aproveitamento em casa (quatro vitórias, um empate e uma derrota), enquanto o Papão obteve apenas 11% dos pontos que disputou como visitante, nos empates com o CRB (0 x 0) em Cururipe e com o Águia (1 x 1) em Marabá. No mais, só derrotas.

Para o Águia, a rodada não oferece a menor chance de sair da zona do rebaixamento, mas o time de Marabá pode largar a “lanterna”, se pontuar diante do ASA e o Crac perder em Catalão para o Treze. No entanto, seria preferível a derrota do Treze (8º colocado), que é o primeiro time fora da faixa da degola, com cinco pontos a mais.

Leão com mais apetite

Roberto Fernandes chegou a dizer que se o Remo tivesse que voltar a Bragança, optaria por um time de mais força física, que se adaptasse melhor às más condições do gramado do Diogão. O técnico remista deve ter repensado. Na única mudança, está investindo na técnica e na criatividade de Danilo Rios, em substituição a Thiago Potiguar. Não acrescentou força física, mas deve estar cobrando dos atletas uma postura mais firme, mais competitiva diante do Interporto. Ou seja, quer um Leão com mais apetite do que vimos diante do Moto Club e do Guarany no Diogão. A palavra no Remo é “atitude”. E de fato o Leão Azul precisa se impor pela bravura para fazer valer sua superioridade num gramado que compromete a troca de passes e prejudica a velocidade do jogo. Os lances de jogo aéreo tendem a ser decisivos, no que a entrada de Danilo Rios deve ser fundamental para as cobranças de falta e de escanteio, explorando a vulnerabilidade do Interporto no jogo aéreo. 

Índios amigos da seleção alemã estão em Marudá

Pataxó, comunidade indígena que recepcionou a seleção alemã em Santa Cruz Cabrália , na Bahia, está representada por uma equipe nos Jogos Indígenas do Pará, em Marudá, a 160 quilômetros de Belém. O outro grupo convidado é o Xerente, do Tocantins. As provas começam hoje e seguem até a próxima quarta-feira, com mais de 600 atletas. Além dos convidados Pataxó e Xerente, também disputam as etnias paraenses Aikewara, Arawete, Assurini, Assurini Xingu, Gavião Kiykatejê, Gavião Parkatejê, Guarani, Kayapó, Munduruku, Parakanã, Tembé, Xikrin e Wai Wai. A estrutura montada em Marudá tem arena na praia com arquibancadas para 3.200 espectadores, restaurante para 750 pessoas, oca para a administração, instalações para a imprensa e para atendimento médico. As modalidades incluem arco e flecha, arremesso de lança, canoagem, cabo de guerra, corrida de tora, futebol, lutas corporais...  Além de competições, o evento proporciona um riquíssimo intercâmbio cultural. Uma festa!

Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!