17 de março, 2015 - Belém

Papão, um time compacto em 30 a 40 metros


Foto: Akira Onuma

Papão, um time compacto em 30 a 40 metros

Quando assumiu o comando do Paysandu, Dado Cavalcanti disse que trabalharia para o time jogar compacto, num espaço de 30 metros de campo, como vemos nos times mais competitivos da Europa e alguns do Brasil. Foi o que vi do Papão em Castanhal nos primeiros 35 minutos. Linha de defesa adiantada, com Wiliam Alves funcionando como referência para os colegas. E a dupla de ataque, Aylon e Bruno Veiga, fazendo a sanfona. Ou seja, se integrando ao meio de campo no serviço de marcação e puxando os contra-ataques, em velocidade. Isso funcionou bem enquanto os bicolores tiveram gás, as condições do gramado permitiram e o Japiim aceitou. Mas quando o Castanhal pressionou, o serviço defensivo do Papão mostrou resistência. Enfim, ficou demonstrado que o time está assimilando a proposta de Dado Cavalcante. O processo de adaptação a uma forma diferente de jogar, e o estágio físico ainda insuficiente, vão fazer o Paysandu oscilar rendimento de um jogo para outro e até mesmo dentro dos jogos. Vai ser assim até que estabilize num padrão de jogo. Quando? Sabe-se lá!

Azulinos “pilhados”

O jogo contra o Tapajós foi uma lição para os azulinos. O time remista começou excessivamente confiante e acabou entrando em parafuso. “Pilhados” emocionalmente, alguns jogadores cometeram falhas grosseiras no serviço defensivo. Ficou a lição de que esse time do Remo só é competitivo com bravura, sem confundir superação com desespero. É flagrante que falta a liderança de alguém capaz de orientar posicionamentos e comportamentos, alguém que bata no peito e chame a responsabilidade. Até os goleiros (Fabiano e Camilo) têm deixado a desejar na orientação e nos gritos de alerta. O Remo confirma a frase celebrizada por Chacrinha: “Quem não se comunica se trumbica”. O difícil jogo de amanhã, em Cametá, vai testar o efeito das lições de domingo.

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