20 de agosto, 2014 - Belém

Papão, um salto na pontuação e no astral


Papão, um salto na pontuação e no astral

Antes da vitória sobre o CRB, o Paysandu olhava pelo retrovisor e via o fantasma do rebaixamento. Depois, passou a ver de perto o bloco do G4. Reacendeu-se a esperança de classificação, pela pontuação e mais ainda pelo rendimento da equipe. Foi o melhor jogo do Papão no período pós-Copa do Mundo. Sistema defensivo bem posicionado, meio de campo bem ajustado e boa movimentação no ataque. Assim o time bicolor construiu uma vitória (3 a 0) absolutamente legítima, sobre um adversário competitivo. O Papão deu um salto na pontuação e no astral, apesar de dois tristes acontecimentos: a fratura no braço de Marcos Paraná e a morte da mãe do goleiro Paulo Rafael, senhora Carmem Lúcia. O fato é que a vitória sobre o CRB revigorou o Paysandu nos mais diversos aspectos para a disputa por classificação. E o poder da equipe nesse novo momento estará à prova no domingo, em Arapiraca, contra o também ascendente ASA, de Vica e companhia.

Cartada do Remo para jogar em Belém

Quem é do ramo jurídico e teve acesso ao documento formulado pelo advogado remista André Cavalcante, ficou esperançoso de êxito na cartada para jogar em Belém os jogos contra Interporto e River, na Série D. O Remo argumenta à CBF que cumpriu integralmente a pena de dois jogos longe de Belém pela infração ocorrida em 2012, no Baenão, no jogo contra o Náutico de Roraima (arremesso de objetos ao gramado). E pede para cumprir somente no próximo campeonato nacional a outra pena (mais dois jogos) por igual infração no jogo contra o Mixto/MT, também em 2012, mas no Mangueirão. A alegação principal é a crise financeira do clube e a necessidade de renda na bilheteria para honrar compromissos vencidos na Justiça do Trabalho. Trata-se de uma cartada sem precedente. O Remo a direcionou à CBF porque cabe à gestora do campeonato a aplicação da pena imposta pelo STJD, com essa autonomia. Como bem diz André Cavalcante, o pior que pode acontecer é vir um “não”, assim como pode vir um “sim”. Na segunda hipótese, o Remo trataria de obter laudos pendentes do Baenão para jogar na sua casa, contra o Interporto, dia 7 de setembro. Para a hipótese do “não”, o Remo tenta outro estádio no interior do Pará ou em Macapá para não ter que voltar a Bragança, cujo gramado está sendo prejudicial.

Galvão volta no drama do Águia

“Lanterna” há seis rodadas consecutivas, desde 31 de maio, o Águia vem tendo o seu drama agravado a cada jogo na luta contra o rebaixamento. Já com João Galvão de volta ao comando, domingo o time marabaense vai torcer fervorosamente contra o Crac, que receberá o CRB, e contra o Treze, que será visitado pelo Cuiabá. Se for favorecido por derrotas do time goiano e do time paraibano, o Águia terá possibilidade matemática de sair da faixa de degola, desde que vença o Fortaleza na segunda-feira, em Marabá. Vai ser o confronto dos extremos do grupo. O “lanterna” contra o líder. Enquanto o time cearense está invicto, com seis vitórias e cinco empates, o Águia tem apenas duas vitórias e dois empates, além das sete derrotas. A pífia campanha vai conduzindo o clube de Marabá ao rebaixamento no campeonato nacional, dois anos depois de ter sido rebaixado no campeonato estadual.

Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!