07 de novembro, 2014 - Belém

Papão pode levar o Pará à 11ª decisão nacional


Foto: Marcos Michelin/Estado de Minas

Papão pode levar o Pará à 11ª decisão nacional

Tirando proveito no próximo domingo, em Mogi Mirim , da ampla vantagem construída em Belém, na goleada por 4 x 1 sobre o time paulista, o Paysandu leva o Pará à 11ª decisão de título nacional. Nas 10 anteriores, entre 1971 e 2009, o Pará conquistou sete títulos. Foram três com o Paysandu (dois na 2ª divisão, em 1991 e 2001, e um na Copa dos Campeões, em 2002), dois com a Tuna (um na 2ª divisão em 1985 e outro na 3ª em 1992), um com o Remo (3ª divisão, em 2005) e um com o São Raimundo de Santarém (4ª divisão, em 2009). Nos três vice-campeonatos, dois do Remo na 2ª divisão, em 1971 e 1984, e um com o Paysandu no Módulo Branco da Copa União, que substituiu o Campeonato Brasileiro em 1987.

Passando pelo Mogi Mirim, domingo, o Paysandu deverá ter o Macaé/RJ como adversário na decisão da Série C. O time carioca joga amanhã, em Maceió, contra o CRB, em expressiva vantagem, por ter vencido em Macaé por 4 x 0. Tudo indica, portanto, uma final alviceleste, com o primeiro confronto em Macaé e o segundo em Belém, nos dois domingos seguintes, 16 e 23.

1971    Remo x Vila Nova/MG

1984    Remo x Uberlândia/MG

1985     Tuna x Goitacaz/RJ

1987    Paysandu x Operário/MT (triangular: + Botafogo/PB)

1991    Paysandu x Guarani/SP

1992    Tuna x Fluminense/BA

2001    Paysandu x Avaí (quadrangular:  + Figueirense e Caxias)

2002    Paysandu x Cruzeiro/MG

2005    Remo x Novo Hamburgo (quadrangular: + América/RN e Ipatinga/MG)

2009    São Raimundo x Macaé/RJ

Leão: algumas promessas e nenhum projeto

As duas chapas que disputam o comando do Remo prometeram apresentar projeto formal na campanha, mas não cumpriram a promessa. Péssimo sinal! O que têm são outras diversas promessas, voltadas para a modernização do clube, repetindo discurso comum em outras disputas eleitorais no universo remista. São promessas que não podem ser tomadas como compromissos, por não estarem documentadas. As duas chapas, de Zeca Pirão e Pedro Minowa, tratam as eleições diretas como sempre foram tratadas as eleições indiretas no Remo, como um grande “faz de conta”. Apesar de abertas à votação dos associados, as eleições do Remo tendem ao mesmo resultado de sempre. Quem ganhar, não saberá porque foi eleito. Quem votar, não saberá porque o elegeu. Ou seja, os eleitores não terão que cobrar do eleito, porque não exigiram compromissos. Isso explica do estado crítico do Leão Azul. 

Fatos que provam a falta de compromisso

Em 2009, na primeira eleição de Sérgio Cabeça  (chapa “Reconstrução e Seriedade”), o candidato  chegou a apresentar um plano de gestão. Era uma transcrição do projeto de 2007, da chapa “União e Seriedade” (Raphael Levi/Benedito Sá), derrotada por Raimundo Ribeiro, que concorreu sem projeto algum. Isso resume a “cultura” do descompromisso, mantida na atual disputa, entre Zeca Pirão e Pedro Minowa. O que houve de relevante no atual processo foi a importação de executivos de duas empresas (Fernando Ferreira, da Pluri Consultoria/SP, e Newton Drummond, da Estadium Consultoria/RS) para palestras. Dois eventos que expressaram bem a política do “faz de conta”, afinal não dá para esperar a modernização prometida com campanhas tão antiquadas, sem projeto formal que indique os mecanismos de transformação.

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