17 de dezembro, 2014 - Belém

Papão planeja folha de R$ 400 mil a R$ 450 mil


Papão planeja folha de R$ 400 mil a R$ 450 mil

Planejamento do Paysandu para o futebol prevê teto da folha salarial na faixa de R$ 400 mil a R$ 450 mil para o período do Parazão e da Copa Verde. É o que anuncia o presidente-eleito Alberto Maia, que já fechou as contratações de dois goleiros, um lateral, um zagueiro, um volante, dois meias e outros dois atletas de posições ainda não reveladas, mas só confirma nomes no dia 5 de janeiro, data do início de atividades. Até lá, todas as informações serão extra-oficiais.

Para a Série B o clube entrará num nível bem mais elevado de investimento, com contratações pontuais. Afinal, de maio a dezembro o Papão receberá da CBF as cotas de participação no campeonato brasileiro. Este ano os clubes da Série B receberam oito parcelas mensais de R$ 337 mil, já descontados os impostos. Para 2015 há uma tentativa de reajuste.

Finalmente, sessão no Condel remista

A última sessão do Conselho Deliberativo do Remo foi em maio. De lá pra cá não houve quórum em nenhuma ocasião. Renovado em quase 80%, o Condel azulino terá hoje a posse dos novos conselheiros e a eleição da mesa diretora. Depois de sete meses, finalmente uma sessão. Hermes Tupinambá, Angelo Carrascosa e Manoel Ribeiro concorrem à presidência.

Há mais de uma década, o Conselho Deliberativo vem sendo motivo de chacotas, tal o descrédito. A ampla renovação abre a perspectiva de compromisso com as causas do clube. E uma das funções básicas é fazer cumprir o novo estatuto, que foi praticamente ignorado na gestão complementar de Zeca Pirão. O novo presidente, Pedro Minowa, terá sobre sua gestão também o peso da Lei de Responsabilidade Fiscal no Esporte, que está para ser aprovada no Congresso Nacional, junto com o refinanciamento das dívidas federais dos clubes. Ônus na lei e bônus no refinanciamento.

Lances bizarros de 2014

O futebol paraense teve em 2014 uma temporada de lances bizarros. O principal foi protagonizado por uma cadela, no primeiro dos dois Re-Pas que decidiram o 1º turno do Parazão. Dia 16 de fevereiro, Remo 0 x 0 Paysandu. Minutos antes do jogo o animal brincou à vontade no gramado, já com os times em campo, e sumiu.  Aos 40 do segundo tempo, a cachorrinha invadiu o gramado e provocou a paralisação do jogo, justamente num lance de ataque do Remo, quando Ratinho armava o chute a gol. O fato teve repercussão nacional, rendeu muito sarro e virou folclore. Nada apurado, ninguém punido!

Decisão do 2º turno, novamente Re-Pa. O Remo já fazia festa de campeão quando, no último minuto, o Papão fez o gol do empate (3 x 3) e conquistou o turno. O gol de Zé Antônio foi seguido de invasão do campo por um torcedor bicolor e briga generalizada entre azulinos e bicolores. Uma selvageria! Pior, porém, foi a impunidade. O Tribunal de Justiça Desportiva não chegou sequer a julgar os brigões. Na irresponsabilidade do TJD, o processo prescreveu. A impunidade no Parazão, por descaso de quem deveria agir, funcionou também nas denúncias de que o campeonato seria uma farsa. Mazola, técnico do Paysandu, declarou que havia um “sistema” de favorecimento ao Remo. E a cartolagem remista respondeu apontando esquema na arbitragem contra o Leão Azul. Nada foi investigado. Nem mesmo a promotoria de defesa do consumidor (Ministério Público do Pará) foi capaz de agir em defesa dos torcedores, que pagaram por um evento cujos principais clubes denunciaram supostas ações de desonestidade. Como levar a sério?

Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!