13 de agosto, 2014 - Belém

Papão, hoje tem que ser no abafa


Papão, hoje tem que ser no abafa

O Paysandu, que pressionou o Remo no fechamento do Parazão 2015, e fez 2 x 0 nos primeiros 30 minutos, é a melhor referência para o Paysandu de hoje. É daquela forma, se impondo em todos os espaços do campo, que o Papão pode abrir caminho para a classificação na Copa do Brasil, diante do Coritiba, depois de ter perdido por 2 x 0 em Curitiba. O próprio campo, com 100 por 64 metros, exige o jogo do abafa. Desfalcado de Pikachu, Zé Antônio, Fernando Lombardi, Raul, Heverton e Jeferson Maranhense, o Papão tem que fazer e não pode tomar gol. É que se o Coritiba fizer gol, o time bicolor terá que vencer com margem de três gols. Como o jogo vale uma cota de R$ 530 mil e mais a bilheteria da próxima fase, a luta pela classificação vai justificar o máximo de entrega dos atletas, se estiverem dispostos a tanto.

É multiplicar a artilharia ou cair fora

Nesta temporada o Paysandu tem 79 gols em 49 jogos. Média de 1,6 por jogo. Foram 39 no campeonato estadual, 23 na Copa Verde, 9 na Série C e 8 na Copa do Brasil. Esses números seriam muito animadores para quem precisa vencer o Coritiba por três gols de diferença. No entanto, os números recentes são pífios. O Papão fez apenas um gol nos últimos três jogos. Hoje, precisaria fazer no mínimo dois gols (sem tomar nenhum) para provocar decisão em “pênaltis” ou três gols para ter possibilidade de classificação direta. Ou seja, tem que multiplicar a artilharia. O Coritiba carrega o peso da “lanterna” da Série A, com apenas 12 pontos em 14 jogos (28,6% de aproveitamento). Esse débito moral com a torcida tem feito o clube reavaliar a ideia de deixar a Copa do Brasil para entrar na Copa Sul-Americana. Tanto que abriu vantagem no jogo de ida com a vitória por 2 x 0.

Comodato, a saída do Leão Azul

Nos últimos sete anos, o Conselho Deliberativo do Remo já aprovou venda da sede social e do Baenão, e também comodato para exploração da área do antigo Carrossel. Nada disso aconteceu. Na última segunda-feira, o Condel azulino aprovou a possibilidade de comodato para obras da nova área vip do Baenão, no lugar da antiga, demolida. Ou melhor, autorizou o presidente Zeca Pirão a negociar os termos do comodato, para nova avaliação do Condel. A empresa parceira, que construir, vai lucrar comercializando cadeiras cativas pelo período de quatro anos. Parcerias como essa são comuns nos clubes de massa, inclusive em operações muito maiores. Desta vez, tudo indica que o Condel não votou em vão. O crédito vem de tudo o que já foi feito na revitalização do Baenão, nos últimos 10 meses. Mas o comodato é também a saída para um enrosco. Afinal, o clube ficou sem capital para construir o que foi prometido com a verba da venda antecipada de cadeiras e camarotes. É importante que a parceria funcione não só para viabilizar a área vip do estádio, mas também para inspirar o clube a outras operações do gênero. Afinal, não há outra forma de arrumar a estrutura física do clube, com o que precisa ser recuperado e mais ainda com o que precisa ser construído. A falta de vocação do Remo para parcerias está traduzida a três décadas na ociosidade da área nobre anexa ao Baenão, cuja última ocupação foi com o Carrossel (casa de festas e bingo) que só deu lucro para terceiros, sempre com o clube sendo lesado.  

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