14 de outubro, 2014 - Belém

Papão divide opiniões na terra do Tupi


Papão divide opiniões na terra do Tupi

Na cidade de Juiz de Fora/MG, enquete do GloboEsporte.com mostrou que 34% dos torcedores do Tupi gostaram de ter o Paysandu como adversário no “mata-mata” do acesso, levando em conta as campanhas das duas equipes. Mas para os outros 66% o Papão é uma grande ameaça ao sonho do clube mineiro com a Série B, temendo principalmente a força da torcida bicolor no jogo do próximo sábado, no Mangueirão. O Papão é o primeiro time de massa no caminho do Tupi, neste campeonato. Campeão da Série D em 2011, quando subiu com Santa Cruz, Cuiabá e Oeste, o Tupi foi rebaixado como lanterna da Série C de 2012. Mas já em 2013 foi o 3º colocado da Série D e voltou à 3ª divisão, junto com Botafogo/PB, Juventude e Salgueiro. Agora o time alvinegro busca o apogeu na sua história, que seria a ascensão à Série B. Para o Paysandu a busca é de retomada de uma posição de honra, que ocupou na Série B do ano passado. Para os bicolores, essa retomada seria a maior conquista até então no ano do centenário do clube.  

A importância desse “mata-mata” deverá ser refletida em casa cheia, sábado, no Mangueirão, ingressos a 40 reais a arquibancada e 80 reais a cadeira, para renda acima de R$ 1 milhão.

Fifa pode tirar peso extra do gol fora de casa

Preocupação do Paysandu para o jogo de sábado, contra o Tupi, o peso extra do gol de visitante para efeito de desempate em “mata-mata” está sob reprovação na Fifa. O presidente da entidade, Joseph Blatter, entende que essa regra está “ultrapassada” e alega que o time que disputa o segundo jogo de uma série fora de seu estádio sempre sairá beneficiado por esse sistema. “Precisamos rever o sistema”, disse Blatter, referindo-se às competições oficiais pelo mundo afora.

Por enquanto, o gol fora de casa segue valendo como fator de desempate. A regra merece atenção máxima dos bicolores. Ainda bem que o “mata mata” chega na fase de melhor performance do sistema defensivo do Papão, que tomou apenas cinco gols nos oito jogos em que reagiu no campeonato, desde a vitória sobre o CRB (3 x 0), na volta de Mazola Júnior.

Caminho do Leão ficou mais difícil

De 2009 a 2013, a Série D era regionalizada até a decisão do acesso. Em tese, caminho mais fácil para o Leão Azul, que foi eliminado duas vezes por matogrossenses (Vila Aurora e Mixto). Este ano, no cruzamento olímpico entre os classificados à segunda fase, quando poderia enfrentar time de qualquer região, o time remista pegou o Brasiliense, uma força financeira do centro oeste. Vai ser assim daqui pra frente. Outra mudança promovida pela CBF e agravou o inferno remista. O ranking oficial da entidade passou a contabilizar somente as campanhas das cinco últimas temporadas. O Remo perdeu 41 posições. Caiu do 27º para o 68º lugar, superado no âmbito local pelo Paysandu (32º) e pelo Águia de Marabá (55º). Por isso, o Leão passou a ter times da elite nacional como adversários logo na primeira fase da Copa do Brasil. A partir de 2015, aumenta a concorrência para os azulinos no campeonato estadual pelo acesso à Série D, já que o Parazão aumenta de 8 para 10 clubes. E essa é uma mudança apoiada pelo próprio Remo nos bastidores da FPF. Os concorrentes serão sete se o Águia entrar ou oito se o Águia não voltar à elite.

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