11 de fevereiro, 2015 - Belém

Papão contra a terceira força do ranking regional


Foto: Akira Onuma

Papão contra a terceira força do ranking regional

Campeão estadual em 2012, quarto colocado em 2010, 2011 e 2014, sexto em 2013, o Cametá é o principal clube do interior no ranking extraoficial da FPF, que segue os mesmos critérios da CBF. Depois da dupla Re-Pa, é o time que mais pontuou no Parazão nas cinco últimas temporadas. O fato é que os números confirmam o cartaz do Cametá, como também do Papão, que detém o primeiro lugar, com vantagem mínima sobre o Leão. Ranking à parte, o duelo Paysandu x Cametá já tem ótimos ingredientes.  Em 12 jogos, cinco vitórias do Papão (4 x 3, 2 x 1, 3 x 2, 2 x 1, 3 x 0) quatro do Mapará (4 x 3, 2 x 1, 3 x 2, 1 x 0) e três empates (0 x 0, 0 x 0, 1 x 1). Para o duelo de hoje, o Papão trata de eliminar a apreensão dos seus torcedores, desconfiados depois que o time negou fogo em Santarém e no Amapá, enquanto o Cametá trata de manter o entusiasmo e de se isolar na liderança do grupo. O jogo promete! O time cametaense é experiente e tem bom serviço defensivo. Vai dar trabalho. O Papão respondeu bem quando foi pressionado pela torcida, na Curuzu, diante do Gavião Kyikatejê. Hoje as cobranças vão se repetir. O time bicolor tem alterações na defesa, no meio de campo e no ataque, na busca de Sidney Moraes pela formação ideal, com a entrada do zagueiro Magno Alves, do atacante Heber Santos e a provável entrada do volante Jonathan, além da volta do goleiro Andrey.

Vanderson, o protagonista da noite 

Depois de 15 anos, Vanderson volta a ser adversário do Paysandu no campeonato paraense. Ele será protagonista do evento, hoje, na Curuzu. Aos 20 anos, em 2000, Vanderson foi vice estadual pelo Castanhal, e imediatamente contratado pelo Papão, de onde só saiu em 2004 para o Atlético-PR, depois Juventude/RS e Vitória/BA. Hoje, com 35 anos, ele revive a experiência de enfrentar o Papão, agora com a camisa do Cametá. Vanderson é o mais vitorioso de todos os mais de 300 atletas do Parazão. Tem quatro títulos estaduais no Pará (2001, 2002, 2005 e 2013), todos pelo Paysandu, e outros quatro na Bahia pelo Vitória (2007, 2008, 2009, 2010). Tem ainda uma Série B, uma Copa Norte e uma Copa dos Campeões pelo Papão e uma Copa do Nordeste pelo Vitória.

Camilo, um goleiro em busca de afirmação

Alagoano, 25 anos, 1,93m., fruto da base do Atlético Mineiro, o novo goleiro do Remo, Camilo, veio de Natal para Belém, emprestado pelo ABC, com a ideia fixa de afirmação no mercado do futebol. Com apenas cinco anos de carreira profissional, o atleta já viveu seus dramas no futebol. Em 2013, quando defendeu o Icasa, uma lesão na coluna ameaçou tira-lo de campo definitivamente. No ABC teve jornadas gloriosas e fases de rejeição. Por isso, se disse muito grato a Deus quando foi contratado pelo Leão Azul.

Camilo estreou contra o Rio Branco, mas não chegou a ser testado. Com a confiança de Zé Teodoro, ele manda para o banco o experiente Fabiano, numa concorrência que envolve também César Luz, ex-River-PI. Embora já tenha o aval do treinador, ele precisa conquistar a confiança da torcida azulina. E certamente será testado em Santarém, na quinta-feira da próxima semana, quando o Remo vai enfrentar o São Francisco, ou no Acre, domingo, 22, no jogo de volta contra o Rio Branco, pela Copa Verde.

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