24 de abril, 2014 - Belém

Palmas ao merecido e oportuno apoio moral ao Paysandu


Merecido e oportuno apoio moral

Foi muito oportuno e merecido o apoio moral que os atletas do Paysandu receberam no desembarque, em Belém. O título da Copa Verde não veio, mas o time foi digno na decisão, como em toda a competição. A recepção festiva de familiares e centenas de torcedores deve ter aliviado os profissionais bicolores da carga emocional imposta pela derrota em Brasília. Isso deve ter efeito providencial na virada de página para a estreia na Série C, contra o Águia, sábado, em Castanhal.

O Paysandu como um todo está mostrando maturidade na reação à perda da Copa Verde, inclusive ao reconhecer a eficácia do trabalho e ao avaliar o elenco, tratando de contratar reforços. O Papão entra em outro ciclo na temporada, embora ainda disputando o título estadual. Mazola Júnior vai ter que trabalhar o time com duas formações: uma para o Parazão, sem os novos contratados, e outra para a Copa do Brasil e Série C. O acúmulo de competições deve agravar também o desgaste, afinal a maratona de jogos vai ser associada a longas e freqüentes viagens.

Papão x Águia: visitante nunca venceu na Série C

Em 14 confrontos pela Série C, o Águia jamais venceu o Paysandu em Belém, assim como o Paysandu jamais derrotou o Águia em Marabá. Sábado o jogo será em local neutro (Castanhal, com portões fechados), mas com o Papão sendo mandante.

Equilíbrio entre os dois clubes na Série C, com cinco vitórias do Papão (3 x 1, 3 x 2, 2 x 1, 2 x 0, 2 x 1), quatro vitórias do Águia (2 x 0, 3 x 2, 2 x 1, 2 x 1) e cinco empates (1 x 1, 1 x 1, 2 x 2, 0 x 0, 1 x 1). 14 jogos e nenhuma vitória de visitante na Série C. Mas os tabus envolvem também o campeonato estadual. Ao todo, o Águia não perde para o Paysandu em Marabá há 14 jogos e o Paysandu não perde para o Águia em Belém há 15 jogos. A última derrota do Papão em casa para o clube marabaense foi na decisão do 1º turno de 2008, por 2 x 1, num jogo que o time bicolor vencia por 1 x 0 até 42 minutos do segundo tempo, gol de Zé Augusto, e sofreu a virada com dois gols do desconhecido Mogi, herói de uma única jornada.

Nos números gerais, 47 jogos em 15 anos. 23 vitórias do Papão, 11 vitórias do Águia e 13 empates.

“Imexíveis” até quando?

“Imexível”, a expressão criada pelo ex-ministro Rogério Magri, foi aplicável até então a “medalhões” do Remo, os jogadores mais caros do elenco, que, apesar de improdutivos, não perderam a titularidade. Eduardo Ramos é o caso emblemático. Além dele, Leandrão e Thiago Potiguar, cabendo questionamentos também para Zé Soares e Athos.

Os cinco jogadores custam ao Remo cerca de R$ 200 mil por mês, entre salários, moradia e outros direitos. Custam, portanto, um terço da folha salarial. Eduardo Ramos tem contrato até o final de 2015 e os demais até novembro. Por razões obvias, eles vêm sendo os mais cobrados no Baenão. O técnico Roberto Fernandes está prometendo um time vibrante e muito competitivo contra o Independente, na próxima quinta-feira, quando o Leão terá que vencer por margem mínima de três gols. Fará o milagre de tornar os medalhões competitivos ou vai mexer no time tirando os “imexíveis”? Eis a questão.

Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!