10 de outubro, 2014 - Belém

Ou vai ou racha, depois da lei que vem aí


Foto: Divulgação

Ou vai ou racha, depois da lei que vem aí

Dívidas federais de Paysandu e Remo, somadas, chegam a cerca de R$ 23 milhões. Os principais débitos são com a Previdência Social e Receita Federal. Os dois clubes vivem a expectativa da aprovação do refinanciamento no Congresso Nacional, dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. O parcelamento será feito em até 20 anos. Mas para manterem o direito, os clubes terão que ajustar a gestão, honrando os compromissos não só ao refinanciamento das dívidas federais, mas também pagando salários regularmente, sob pena de rebaixamento nas competições oficiais. Essa questão da pena de rebaixamento é uma conquista do movimento político dos atletas, o Bom Senso FC, que vem costurando acordo com a CBF.  Os clubes paraenses precisam se manter atentos aos acontecimentos, já que a lei será votada em breve e deverá valer a partir de 2015. Afinal, está chegando a era do “vai ou racha”. Paysandu e Remo ganharam novos estatutos em 2012 e 2013. Um avanço institucional. Na prática, só o Papão vem apresentando avanços de gestão. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, os presidentes vão responder junto à Justiça por prejuízos causados aos clubes. Surge um mecanismo legal para forçar os clubes a ajustarem suas finanças, com um basta na gastança irresponsável, tão presente no Leão Azul este ano.

Imagine o rebaixamento por atraso de salários

A história do Campeonato Brasileiro registra seis rebaixamentos do Paysandu (1989, 1995, 1999, 2005, 2006, 2012), quatro do Remo (1994, 2004, 2007, 2008), dois da Tuna (1989, 2001) e um do São Raimundo (2010). Quase todos tiveram relação direta com atraso de salários, embora também haja acessos com salários atrasados. O fato é que a falta de pagamento aos profissionais do futebol deve implicar automático rebaixamento no ano seguinte, conforme a proposta do Bom Senso FC, que está se viabilizando através de acordos políticos, inclusive com a CBF.

Dá para imaginar o que aconteceria se Leão ou Papão caísse de série por descumprimento de compromissos trabalhistas? Os presidentes a serem eleitos em novembro nos dois clubes precisam pensar nisso.

Aleílson, o homem dos 74 gols

Em oito anos de carreira no futebol, Aleílson tem no currículo nove clubes e 74 gols. O Flamengo é o único onde o atacante marabaense passou em branco, tendo jogado apenas 45 minutos, contra o Coritiba, pela Série A de 2009. A pífia passagem pelo Paysandu na Série B de 2013, com apenas um gol, e a discreta produção no Paragominas este ano, com apenas três gols no campeonato estadual e dois na Copa Verde, pareciam negar o sucesso do atleta no Parazão 2013, quando foi o principal artilheiro, com 13 gols, pelo Paragominas. Mas nesta Série C, pelo Águia, reafirmou o seu valor, como quarto maior goleador da competição, com oito gols.

Aleílson, que vai completar 29 anos dia 3 de dezembro, está nos planos do Águia para a fase preliminar do Parazão, a ser disputada em novembro, mas depende da liberação do Paragominas, que detém seus direitos econômicos e o emprestou ao clube marabaense para a Série C.

Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!