30 de abril, 2014 - Belém

Os fantasmas na organização da Copa Verde


Decisão da Copa Verde teve cerca de 30 mil fantasmas

Sintomaticamente, a CBF demorou bem mais que o normal para publicar no site oficial o boletim financeiro do jogo Brasília x Paysandu. Consta no documento um público pagante de 51.701 torcedores, quando o público presente foi em torno de 20 mil pessoas. É que o Brasília fez distribuição de ingressos, com valor de um real, para quem não foi ao estádio. Para as estatísticas da Copa Verde, ficou valendo o público irreal, com mais de 30 mil fantasmas. Assim mesmo, Remo e Paysandu foram responsáveis por 52,3% de todo o público e 72,2% de toda a renda da competição, que teve 16 clubes de 11 estados.

O Paysandu foi o campeão de bilheteria, com renda bruta de R$ 1.239.065,00 e lucro de R$ 746.590,00. O Remo arrecadou R$ 967.684,00 e lucrou R$ 342.686,50. No entanto, o Leão Azul teve a melhor média de público, com 15.272 pagantes por mando de jogo, enquanto o Brasília ficou com 13.173 e o Paysandu com 9.878 ingressos vendidos por jogo. O Paragominas teve o quinto público da Copa, com 1.779 no seu único mando de jogo. Esses dados são do site www.senhorgol.com.br, do jornalista Rodolfo Brito (SP).

No geral, a Copa Verde teve 162.855 pagantes, média de 5.429. Números muito bons para o mercado. Devem contribuir no trabalho da CBF em busca de patrocinadores para a próxima edição.

Camisa 33 pode ser questão de mérito

O fracasso de Eduardo Ramos estragou a função original da camisa 33, que seria vestir o xodó da torcida. O atleta acusou a camisa, alusiva ao histórico tabu do Leão sobre o Papão, como responsável pelo seu fiasco no clube azulino. Uma desculpa furada de quem não foi profissional o bastante para honrar a camisa. Está decidido que Eduardo Ramos vai mudar de número. Resta saber se vai mudar também de postura.

Bem que a honra de usar a camisa 33 poderia virar uma questão de mérito. O Remo faria bem se formasse um júri com cinco profissionais da trajetória do tabu para eleger o “ 33” de cada mês. Os jurados poderiam ser Luis Muller, Agnaldo e Fernando Oliveira, que trabalham no clube, além de Ageu e Edil, por exemplo. Isso é uma sugestão.

O projeto da camisa 33 continua sendo viável e promissor. Só precisa ser reconstruído. Penso que o melhor sentido a ser dado à honraria é associá-la ao rendimento dos atletas a cada jogo, gerando uma meritocracia, sob julgamento de cinco personagens do histórico tabu.

Paysandu na TV

Sábado, 19 horas, na Rede Brasil (TV Cultura) e Esporte Interativo, CRB x Paysandu ao vivo. Vai ser o primeiro de três jogos do Papão programados para transmissão de TV na primeira virada da Série C. O segundo será contra o Botafogo/PB, dia 24 de maio, em Castanhal (portões fechados) na quinta rodada, novamente pela Rede Brasil e Esporte Interativo. E o terceiro vai ser contra o Fortaleza, dia 31 de maio, em Belém, na sexta rodada, pelo Sportv. Ao receber o Fortaleza no Mangueirão, o Paysandu finalmente terá o calor da sua torcida na Série C, depois de três jogos em Castanhal com portões fechados e dois fora de casa, contra CRB e Salgueiro.

O Águia tem apenas um jogo programado para transmissão de TV. Será na terceira rodada, dia 10 de maio, em Fortaleza, contra o Fortaleza. A segunda virada da Série C, com os jogos de volta, ainda não tem programação de TV.

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