11 de junho, 2014 - Belém

O resultado do Re-Pa nas arquibancadas


Remo é tetracampeão de público no Parazão

No inevitável comparativo de números entre as torcidas de Remo e Paysandu, o campeonato estadual de 2010 foi o último vencido pela torcida bicolor. Nos últimos quatro campeonatos, a torcida azulina foi maioria. Veja os números de pagantes:

Total de pagantes no Parazão

2011 - Remo  87,066 / Paysandu 81.421

2012 - Remo  74.632 / Paysandu 42.418

2013 - Remo 158.472 / Paysandu 52.290

2014 - Remo 133.491 / Paysandu 83.208

Os oito Re-Pas totalizaram 119.841 pagantes. Ou seja, 40% de todo o público dos 70 jogos do campeonato. Esses dados reafirmam a força de Leão e Papão como motores que carregam o futebol paraense.

O Remo venceu também o duelo dos 10 Re-Pas de 2014, em que funcionou pela primeira vez a divisão de renda pelo total de ingressos vendidos por cada clube. Nos 10 jogos (Parazão e Copa Verde), o Leão vendeu 89.600 ingressos (54%) e lucrou R$ 2.052.883,00. O Papão vendeu 76.720 ingressos (46%) e lucrou R$ 1.616.739,00.

Parazão, 3ª média de público dos estaduais

Com 4.250 pagantes por jogo, o Campeonato Paraense teve a terceira maior média de público dos campeonatos estaduais de 2014, superado somente pelo Paulista (5.686) e pelo Mineiro (4.257). O Parazão já havia conquistado em 2013 a terceira posição no ranking das médias de público dos estaduais. E em 2012 ficou no quarto lugar, com 4.926.

Os números mostram, porém, uma perda de público no Parazão. A média em 2014 foi a menor dos últimos três anos, apesar dos oito Re-Pas. A explicação é simples. O público se afastou em resposta à insistência de Remo e Paysandu em levantar suspeitas sobre o campeonato, acusando um ao outro de esquema de favorecimento nos bastidores. Tanto que o público foi decrescente: 184 mil pagantes no 1º turno, 84 mil no 2º turno, menos de 29 mil nas finais.

Desconforto à parte, Mazola segue no Papão

Criou-se no Paysandu um grande desconforto por declarações atribuídas a Mazola Júnior contra o diretor Roger Aguillera, numa reportagem do site Futebol Interior. Era tão grave que quase inviabilizou a permanência do treinador na Curuzu. Mas Mazola negou publicamente, o que deve ter servido para desarmar os espíritos no clube. A posição tanto do técnico como do clube é de continuidade do trabalho na Série C e na Copa do Brasil.

O episódio, que Mazola considera forjado por terceiros, foi mais uma polêmica protagonizada pelo comandante bicolor, que em cinco meses teve uma jornada tão controvertida quanto intensa no futebol paraense. No recomeço, ao retornar da folga que curte em Campinas/SP, Mazola terá a missão de conduzir o Papão à Série B de 2015 e levá-lo à frente na Copa do Brasil. Competência para a missão ele já provou que tem. Falta equilíbrio, principalmente diante dos microfones. Mazola se atrapalha por falar demais. Como ele próprio já disse, é um homem sem meias palavras, que fala o pensa, mas nem sempre pensa para falar. Um líder não pode ter essa postura.

Mazola tem curta trajetória como técnico no futebol profissional. É natural que cometa erros. Cabe a ele refletir sobre os acontecimentos que protagonizou em Belém e tirar lições que o aprimorem como líder.

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