22 de agosto, 2014 - Belém

O que Roberto Fernandes quer com trio de volantes?


Foto: Igor Mota

O que Roberto Fernandes quer com trio de volantes?

Ao experimentar a entrada de Ilaílson como terceiro volante, para saída do meia Marcinho, Roberto Fernandes trata não só de dar maior proteção à zaga como também de melhorar o serviço de cobertura. Assim, pode usar com mais freqüência o avanço de peças do sistema defensivo, principalmente os laterais. O efeito mais importante é o bloqueio à troca de passes na entrada da área remista, onde Rafael Andrade e Max mostram flagrante dificuldade de trabalho com a bola no chão. Os dois são muito bons no jogo aéreo, mas por baixo “quebram a bola”. Não foi por acaso que o Leão Azul tomou gols em todos os quatro jogos na Série D, com falhas gritantes. Em Sobral, domingo, o Leão Azul terá mesmo que ser consistente na marcação e objetivo no ataque. Afinal, com o Guarany tomando as iniciativas, caberá ao time remista explorar os contra-ataques, no que Rony seria mais útil que Thiago Potiguar. O jogo vai exigir atenção, esmero e muito esforço dos azulinos para o Leão pontuar. É hora de espantar a crise ou abraçá-la de vez.   

Djalma, a figura do operário

Dependente da força física, Djalma (foto) é o tipo de jogador que só rende quando está em plena forma. É um operário. Se doa, é fiel às funções táticas e usa bem sua capacidade física. Como ainda não atingiu o ponto ideal, deverá compor o banco em Arapiraca. No treino de ontem, Djalma acusou dores, mas fez tratamento e deverá viajar, conforme avaliação do médico Wilson Fiel.

Ano passado, Djalma foi o ponto de apoio para Eduardo Ramos no Papão. Djalma corria pelos dois e Eduardo Ramos compensava com o talento. Este ano, ele virou ponto de apoio para Pikachu fazendo dobradinha pelo lado direito. Certamente, o golaço marcado contra o CRB elevou o entusiasmo do barcarenense, de 24 anos, que deve crescer ainda mais de rendimento nos próximos jogos, à medida que evoluir no condicionamento físico.

Garantido o “perdão” aos brigões do Re-Pa

Remo 3 x 3 Paysandu, decisão do 2° turno do Parazão, dia 28 de maio. O jogo acabou com selvageria no gramado do Mangueirão. Profissionais dos dois clubes trocaram socos e pontapés, num espetáculo deprimente que resultou em seis expulsões: Vanderson, Paulo Rafael e Airton do Papão, e Rubran, Fabiano e Val Barreto do Leão. Passados 83 dias, ninguém julgado, ninguém punido, lixo varrido para baixo do tapete. Pelo que o colunista apurou junto à secretaria do TJD, não houve sequer denúncia da Procuradoria em primeira instância, cujo prazo era de 30 dias. A denúncia que houve foi do procurador geral do Tribunal, Daniel Paes Ribeiro Júnior, que resultou na suspensão preventiva dos atletas, por medida do então presidente Antônio Barra Brito, na véspera da finalíssima do campeonato. Porém, a medida foi cassada pelo presidente do STJD, Flávio Zveiter, e todos puderam jogar. Agora, com prazos vencidos e prescrição do processo, triunfa a impunidade. Perdão garantido para todos e o caso vira folclore. Pior para o futebol do Pará, que confirma sua permissividade ao “vale tudo” dentro e fora do campo. Afinal, as denúncias de ações desonestas feitas por Paysandu (“sistema”, suscitado por Mazola Júnior) e Remo (“esquema” de árbitros) também caíram na vala do dito pelo não dito.