25 de novembro, 2014 - Belém

O legado da Série C para o Paysandu em 2014


Mesmo sem título, Série C foi pródiga para o Papão

É compreensível a frustração dos bicolores, três vezes impedir de soltar o grito de “campeão” em pleno ano do centenário. Mas não há como negar que a Série C foi pródiga de diferentes emoções e de dinheiro para o Papão, além do acesso à próxima Série B.

A torcida bicolor sofreu pelos acenos do rebaixamento, por um jejum de 11 jogos sem vitória (Série C e Copa do Brasil) e pela classificação dramática à segunda fase. Na reta final, o time empinou, empolgou e frustrou, mas fez um estrondoso sucesso de bilheteria, fechando o campeonato com as finanças arrumadas, ao  totalizar renda líquida de R$ 3.452.378,88 (a bruta foi de R$ 4.323.434,00) e atingir a marca de 9.104 sócios torcedores. Outra possibilidade de faturamento neste fim de ano seria a venda de Yago Pikachu, planejada pelo clube, pelo fato de o atleta ter apenas mais um ano de contrato e poder sair de graça se não for vendido agora.

Como é comum no futebol do Pará, o time carregou o clube. A ascensão no meio da trajetória foi tão significativa que teve peso eleitoral e produziu as rendas que ajustaram as contas do clube. Alberto Maia ganhou a presidência e condições muito favoráveis ao seu trabalho, enquanto Vandick Lima está saindo com as honras de ídolo preservadas. Um herói nessa história? Mazola Júnior, que ao retornar, em agosto, reencontrou o Papão à deriva e o recolocou na rota do sonho fundamental: a Série B 2015.

Perda do título impõe análises mais precisas

Charles, Fernando Lombardi, Pablo, Zé Antônio, Augusto Recife, Ruan e Bruno Veiga são jogadores que o Paysandu faz questão de manter para 2015. Yago Pikachu só fica se não for vendido, como é a intenção do clube. Airton, Djalma, Paulo Rafael e Lenine são casos em avaliação. Os demais devem sair na reforma do elenco, conforme as informações extraoficiais que saem da Curuzu.

O acesso à Série B gerou euforia e elevou algumas cotações que caíram na perda do título da Série C. Alguns jogadores foram melhor testados e as análises tornaram-se menos influenciadas pelo “oba oba”. Para a comissão técnica, é justo e inteligente manter Mazola Júnior e sua comissão. Caberá a eles preservar o espaço nas competições regionais: Parazão e Copa Verde, como também na Copa do Brasil. Isso parece indiscutível.

Caso de Polícia: tunante se diz vítima de injúria racial

De 2008 a 2014, o futebol do Pará produz a quinta polêmica por acusação de injúria racial. Desta vez, Hadson, presidente e atleta do Bragantino, é acusado por Yan, atleta da Tuna, de tê-lo xingado de “preto e macaco” por ocasião do jogo do último domingo, em Bragança, no lance em que ambos foram expulsos. O caso foi registrado na Polícia e está entregue a unidade de Bragança, como consta no documento.

Na rede social Facebook, Hadson Nery se pronunciou dizendo que entrou em campo para desestabilizar a zaga da Tuna, que usou de “catimba”, mas nega os insultos racistas de que é acusado. Ele diz: “Minha família tem 60% de negros e quem cuidou de mim enquanto minha mãe trabalhava e foi uma segunda mãe pra mim é negra e com muito orgulho digo que é minha segunda mãe!”. Hadson completa dizendo que o acusador terá que provar e que “o Homem lá em cima não dorme e tá vendo tudo”.

Dos quatro casos anteriores, registrados no futebol paraense desde 2008, três terminaram em pedido de desculpas na Delegacia de Polícia e um encerrou-se no estádio.

Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!