13 de fevereiro, 2015 - Belém

O interior nunca foi tão poderoso no Parazão


Foto: Akira Onuma

O interior nunca foi tão poderoso no Parazão

A centenária história de Leão e Papão no campeonato estadual jamais teve duplo vexame, como nessas primeiras rodadas do Parazão 2015. Cinco jogos da dupla Re-Pa contra interioranos, quatro derrotas (duas de cada) e uma vitória bicolor. Isso acontece por mérito dos times do interior e mais ainda por limitações dos dois rivais da capital. O 1º turno se encaminha para semifinais sem azulinos nem bicolores, o que seria inédito em 101 anos da dupla Re-Pa no campeonato  estadual.

Em temporadas anteriores, Remo e Paysandu atribuíam maus resultados no início da temporada à falta de tempo para os treinos básicos. Este ano, com o novo calendário, tiveram três semanas para pré-temporada e estrearam num nível abaixo de equipes que só treinaram uma ou duas semanas. Desta vez não há sofisma que funcione como explicação. Zé Teodoro tratou de trocar o preparador físico do Remo. O tempo vai dizer se ele apenas desviou o foco ou se tinha razão. Pelo menos, já teve o atenuante da vitória e boa atuação do time azulino contra o Rio Branco. Sidney Moraes só pode alegar a ampla reforma no time bicolor, que é mesmo embaraçosa, mas não justifica tamanho fiasco.

O fracasso e a decência na Curuzu

Três jogos, duas derrotas e uma vitória no Parazão, além de um empate na Copa Verde. Antes que esses resultados gerassem boatos sobre demissão de Sidney Moraes, o presidente do Paysandu, Alberto Maia, foi aos repórteres, minutos depois do jogo contra o Cametá, para garantir a permanência do treinador. Em outros tempos, por muito menos, vi cartolas fazerem demissões através da imprensa, da forma mais desrespeitosa. O tempo vai dizer se Maia está correto ou equivocado ao reiterar a confiança em Moraes, mas a forma decente de agir já traduz sua ética. Cabe ao técnico e ao time, porém, fazerem por merecer o apoio do patrão, quando a torcida está furiosa.

O começo de temporada do Paysandu é vexatório, mas ainda não chega ao nível de 2012, quando o time bicolor teve três derrotas e uma vitória nas quatro primeiras rodadas. A diferença é que aquele era um time que lançava revelações, como Paulo Rafael, Pikachu, Thiago Costa, Pablo, Neto, Bartola e companhia. Acabou valendo a pena! Desta vez, o Papão é basicamente um time de importados, em investimentos que colocaram a folha salarial do futebol acima de R$ 500 mil.

Vânderson e seu caso de ironia

Centenas de jogos na Curuzu com a camisa do Paysandu e apenas um gol, em janeiro de 2001, na derrota do Papão para o Nacional de Manaus (3 x 2) pela Copa Norte. E logo no primeiro jogo como adversário, no mesmo palco, Vânderson faz o gol da vitória do Cametá. Ele definiu bem: “Ironia do destino”.

Embora tenha sido centroavante nas categorias de base do Castanhal, os gols são raros na carreira do volante Vânderson. O gol marcado pelo Cametá foi apenas o 10º em 15 anos. Ele tem cinco pelo Paysandu, marcados contra Nacional (2001), Atlético Paranaense (2005), Remo (2011), Salgueiro e Macaé (2012), três pelo Vitória/BA, contra o Santo André/SP e Fortaleza (2007) e CSA/AL (2010), um pelo Castanhal, contra o Gavião Kyikatejê (2014) e um pelo Cametá, contra o Paysandu (2015).

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